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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Óleo de candeia brasileiro

 Durante uma competição de inovação e tecnologia que envolvia estudantes da América Latina, promovida no Brasil pelo Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getulio Vargas (GVcenn), estudantes apresentaram projetos inovadores e peculiares. Mas os grandes vencedores da Idea to Product Latin America 2012 (I2P) foram estudantes brasileiros, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), que desenvolveram um método inovador de beneficiamento de óleo de candeia, uma matéria-prima muito valiosa na indústria farmacêutica e cosmética. 

O Brasil não possuía tecnologia eficiente de beneficiamento desse óleo, portanto, era necessário exportar a matéria bruta e depois importar os derivados, processo que diminui os lucros e encarece os produtos finais. “Desta forma, o desenvolvimento de uma tecnologia de beneficiamento óleo de candeia pode trazer pontos positivos ao Brasil, invertendo a balança comercial deste setor”, afirma Patrícia Robles Dutenhefner, coordenadora do grupo de pesquisa do Departamento de Química da UFOP. O óleo de candeia possui um princípio chamado de bisabolol, que é muito importante por suas propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas, cicatrizantes, calmantes e desodorizantes, além de não agredir nem irritar a pele. 

Rene José Rodrigues Fernandes, Diretor da I2P e Gerente de Projetos do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV-EAESP, afirma que a inovação em tecnologia é um importante passo para o país e que impulsionar esses novos talentos é investir no futuro do Brasil. 

"Ao longo dos últimos cinco anos, o I2P tem mostrado resultados de sucesso. A trajetória do grupo Febetech, da Universidade Federal de Ouro Preto, em 20l2, e de outros concorrentes de anos anteriores que já estão com suas tecnologias no mercado nos fazem imaginar quantas soluções relevantes estão sendo desenvolvidas no Brasil”, afirma o especialista. 

Fonte da imagem: Corbis Imagens

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Lições de empreendedorismo com Bel Pesce

Bel Pesce é uma jovem empreendedora que fez sucesso na internet com seu livro A Menina do Vale, que conta a história dela até chegar ao Vale do Silício, na Califórnia, um dos maiores pólos industriais do mundo, onde era diretora de produtos e comandava uma equipe de 25 homens, com apenas 22 anos de idade. Histórias como a de Bel inspiram jovens que querem ser empreendedores, trilhar os próprios caminhos no mercado de trabalho, abrir a própria empresa e conquistar independência.

A lição mais preciosa que Bel Pesce tenta passar para frente é que nada acontece sem força de vontade e que qualquer um pode se tornar um empreendedor, se decidir que é aquilo que quer. Uma vez que o emprego tradicional não atrai mais os jovens como antigamente, essa é uma área que vem crescendo muito, inclusive dentro das universidades de todo país. A dúvida que fica é se é possível aprender tudo isso na sala de aula, ou se empreender é uma habilidade que já nasce com a pessoa. Para Bel Pesce empreender é um modo de pensar em como um problema maior é quebrado em hipóteses menores e, a partir daí, cada hipótese é testada. “Com perseverança e iniciativa, todos podem empreender", concluiu. 

No outro lado da balança, está o professor coordenador do Centro de Novos Negócios da Fundação Getulio Vargas, Marcelo Marinho Aidar, que acredita que o empreendedor possui uma série de habilidades e características próprias, como capacidade de identificar oportunidades e assumir riscos. "Para empreender, é necessário talento. Não basta aprender a parte técnica”, afirma. Ainda que ele reconheça que a formação específica seja importante para saber lidar com dificuldades. A qualidade de ensino nessa área varia de instituição para instituição, é necessário escolher bem o curso e se dedicar, assim como fez Bel Pesce.

Fonte da imagem: Corbis Images  

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O mundo é delas

Desde a revolução industrial, o mundo mudou muito, e isso não é nenhuma novidade. As tecnologias, o acesso a novos produtos e a lógica da ordem de trabalho, tudo apresentou e continua apresentando mudanças. É nesse momento que a figura da mulher começa a participar mais ativamente do mercado de trabalho e começa também a mudar as estruturas do mercado e da família como conhecíamos. Primeiro, porque nesse momento as mulheres começaram a sair de casa para trabalhar, e isso ocasionou uma quebra da rigidez familiar que estava encrostada na sociedade. Depois, vieram os movimentos trabalhistas femininos e a busca pela igualdade de direitos, tanto na sociedade, quanto no trabalho. Pode parecer que as coisas terminaram por aí, mas há muito mais consequências para o manifesto da mulher no mercado de trabalho. Só para citar alguns, podemos dizer que os eletrodomésticos mais práticos e as comidas instantâneas são reflexos do fato de que a mulher não está mais em casa para cuidar dela.

Quando se trata de igualdade no trabalho perante o homem, ainda existe muita polêmica. Há quem diga que as mulheres não recebem as mesmas chances que os homens, nem os mesmos salários.

Mas o professor da FGV-EAESP, Luiz Carlos Cabrera, afirma, em texto próprio, que os maiores obstáculos à integração das mulheres no mercado é imposta pelas próprias mulheres, em dois níveis distintos. O primeiro deles é feito por mulheres que não trabalham, as amigas ou familiares que julgam e criticam a postura de mulheres que trabalham em detrimento da casa. Esse é o típico pensamento machista embutido por séculos na sociedade, mas que encontra seus principais apoiadores nas próprias mulheres.

O segundo vilão da mulher que trabalha é a convivência com outras mulheres da mesma empresa, mas de diferentes níveis hierárquicos. Mulheres tendem a conviver bem com superiores masculinos, mas esbarram um pouco no próprio orgulho ao ver outra mulher em cargo superior, e essa falta de empatia gera atritos ásperos. As mulheres precisam saber aceitar a posição dentro das empresas, pois, como já foi citado anteriormente, elas possuem o poder da mudança em suas mãos. E com isso, há pouco que os homens possam realmente fazer, afinal, o mundo é delas.

Fonte da imagem: Corbis Images

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Planilhas indispensáveis para empresas

O empreendedor precisa se organizar. Cuidar de uma empresa que possui fornecedores, clientes, base de dados, estoque, caixa, entre outros quesitos, requer organização. Uma maneira simples, porém eficaz de não se perder entre tantos números e dados, é gerenciar tudo em planilhas. “O que a gente vê na pratica é que a maioria das empresas não tem controle nenhum do que está acontecendo”, afirma Tales Andreassi, professor da FGV-EAESP. Veja uma lista com algumas planilhas essenciais para não perder o controle do que está acontecendo na sua empresa.

Planilha de vendas

Existem softwares prontos que fazem esse serviço, mas o pequeno empresário não precisa gastar um valor alto para isso, no princípio, e pode ele mesmo fazer sua planilha. “Assim, você pode descobrir a sazonalidade do seu negócio”, afirma Andreassi. A planilha de vendas deve ter colunas com o número de venda, a data, o valor da venda, número de itens e o nome do vendedor.

Planilha de controle de caixa

Esta planilha é muito importante, pois a negligência no controle de caixa é o motivo da falência de muitas empresas. Sempre controle diariamente os lançamentos da empresa, entradas e saídas. A primeira coluna deve ter os custos fixos para facilitar o controle e não se esquecer de pagar nada. 

Planilha de funcionários

Serve para controle de equipe. Nela, constam dados como vendas, metas e setor onde o funcionário atua, controlando dados como queda nas vendas de algum funcionário, ou até mesmo no rendimento.

Controle de estoque e compras

Esta é uma planilha que é muito importante e, dependendo da demanda da empresa, pode salvar a corporação do fracasso. É indispensável para quem trabalha com produtos, ainda mais se o mix for grande. A planilha precisa ter as seguintes colunas: pedidos, pedidos cancelados, status da entrega, quantidade em estoque e vendas. Esse controle é importante para não haver ruptura, além de controlar as vendas da empresa e apontar os produtos mais procurados.

Planilha de pagamentos e recebimentos

Serve para controlar o caixa com mais precisão e ter um panorama melhor da situação da empresa nos próximos meses. Com ela, é possível analisar quando a empresa terá mais dinheiro em caixa para investir e se há cobranças a fazer, por exemplo.




terça-feira, 23 de abril de 2013

Protecionismo atrapalha crescimento da indústria

O Brasil vive um dos seus melhores momentos, economicamente falando. Milhões de pessoas deixaram a linha da pobreza, outros milhões entraram na classe C; nunca houve tantos novos ricos e as marcas estrangeiras voltam seus olhos para o país como nunca fizeram antes. Mas, mesmo em meio a todo esse novo cenário positivo, ainda vemos velhos problemas assolando o mercado e o consumidor brasileiro: os altos preços.

Se o mercado está aquecido e as pessoas adquiriram poder de compra (e estão comprando), por que os preços continuam tão altos? A resposta é o excesso de protecionismo que cerca a indústria brasileira. Os produtos brasileiros são duas ou até três vezes mais caros em comparação aos produtos nacionais dos Estados Unidos, Europa e até no México (que vive em uma situação econômica e industrial muito semelhante à nossa). Isso porque a indústria e os comerciantes brasileiros não competem com outros países, e os tributos alfandegários são muito altos e impedem que os produtos importados tenham preços competitivos. Muitas vezes, quando uma marca instala fábricas no Brasil para reduzir gastos com importação, os preços acabam não baixando mesmo assim.

Como não existe competição justa, as indústrias e comerciantes veem um campo fértil a ser aproveitado, e o governo continua cedendo à pressão deles. As montadoras reclamaram e o IPI caiu novamente, além do governo ter subido substancialmente o imposto de carros chineses e coreanos. Essa é uma estratégia que aleija a indústria nacional e estanca a busca por inovação. Além disso, as indústrias brasileiras, ao contrário do que acontece em todo o restante do mundo, estão acostumadas com altas margens de lucro e baixa produção. “Não é imposto”, afirma o tributarista Fernando Zilvetti, da FGV-EAESP. “Ninguém aqui abre margem. Lucro deve ser obtido com base na produtividade, em uma margem com escala”.

Como já foi falado aqui no blog da EAESP (que você pode ver pelo link http://fgv-eaesp.blogspot.com.br/2013/03/demanda-sob- oferta.html), não adianta tentar incentivar demanda se a oferta não está adequada com a realidade do país.


sexta-feira, 19 de abril de 2013

O que é e como funciona a sustentabilidade empresarial?

Nos dias de hoje, um dos assuntos que não sai de cena é a sustentabilidade. Empresas e instituições falam disso a todo o momento e comerciais de TV também focam muito no tema. E dentro desse assunto, surge um conceito não tão novo, chamado sustentabilidade empresarial. E o que vem a ser ela exatamente?

 Segundo o professor Mário Monzoni, do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-EAESP, a sustentabilidade empresarial surge “quando falamos em desenvolvimento, que tipos de desenvolvimento nós queremos e o quanto de qualidade de vida nós vamos deixar para as próximas gerações”. A partir daí, surgem as questões de como as empresas podem ajudar a garantir esse futuro e o conceito de desenvolvimento sustentável.

 “No século XXI, a complexidade do ambiente de negócios faz com que as empresas tenham que se preocupar, sim, com o retorno sobre o capital, mas também tenham que olhar as questões sociais e ambientais, para garantir a sua permanência no futuro”, disse Monzoni. Para o professor, a excelência na relação da empresa com o meio ambiente pode significar maior probabilidade de sobrevivência no futuro. “E ao fazer isso, ela está contribuindo para uma coisa muito maior que é o desenvolvimento sustentável”, afirma o professor Monzoni.

 Em um futuro certo, as empresas que não tiverem olhar criterioso para o meio ambiente, comunidade, clientes, fornecedores e os próprios funcionários, não terão espaço para existir, e embora esse tema não seja muito bem explorado aqui no Brasil, a realidade está mudando aos poucos.

 O principal entrave é a aceitação do consumidor em pagar por externalidades, embora a realidade seja um pouco diferente, conforme explica Monzoni: “A gente costuma dizer que não são os produtos sustentáveis que são caros, os insustentáveis é que são baratos, à medida em que eles se subisidiam tanto de questões sociais quanto de questões ambientais para conseguir se tornarem competitivos”, concluiu o professor.



quarta-feira, 17 de abril de 2013

Projetos Sociais em evidência

Com os projetos sociais em ascensão, as organizações começam a investir cada vez mais nesses tipos de projetos com o intuito de garantir a permanência delas no mercado. Um exemplo de sucesso é a agência de publicidade Oh! Brasil que desenvolveu um projeto social voltado para crianças, que pretendia conscientizar os futuros jovens brasileiros desde cedo sobre a questão da importância de cuidar bem do meio ambiente, para uma campanha que seria apresentada a um cliente. O cliente declinou a proposta, mas os sócios da agência não desistiram da ideia. Eles acreditaram no projeto e decidiram investir nele como uma marca da agência. 

O Recicla Kids pretende incentivar a reciclagem nos pequeninos através de um grupo de super-heróis temáticos. Logo que o projeto ganhou corpo, a procura por ele foi tão grande que os sócios tiveram que desvincular ele da agência. Assim, o Recicla Kids ganhou CNPJ próprio, uma equipe independente e diversas propostas de parceria, inclusive uma linha de produtos está a caminho para rentabilizar o projeto.

O desafio dos sócios agora é justamente esse. Como aconteceu muito investimento, eles precisam de retorno, e estão negociando programas de televisão, softwares educativos, jogos e aplicativos para SmarTV. Os sócios acreditam que não precisam abrir mão da essência do projeto - a responsabilidade social - para que ele possa se sustentar e gerar retorno. Marcelo Aidar, coordenador-adjunto do Centro de Estudos em Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV-EAESP, comenta sobre como capitalizar projetos sociais. "Essas ações têm um custo, mas aumentam as chances de a empresa permanecer no mercado em longo prazo. Se ela atende à legislação, se preocupa com a comunidade em que está inserida e promove melhorias, ela consegue mais financiamentos, mais apoio do governo e da comunidade. Sem contar que as pessoas gostam de trabalhar em empresas assim", afirma Aidar.




sexta-feira, 12 de abril de 2013

Inovação e sustentabilidade caminham juntas

Sustentabilidade é a palavra do momento no mercado. Empresas e consumidores estão cada vez mais atrelando seus hábitos de compra e venda a esse conceito. As práticas realmente sustentáveis das empresas requerem grandes mudanças de hábito, processos, produção e até fornecedores. Ou seja, adequar sua empresa ao conceito de sustentabilidade requer inovação. É isso que afirma a tese de doutorado que Luciana Hashida defenderá, na Escola de Administração da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP). Luciana também é gerente de gestão e redes de inovação da Natura, e pretende apresentar números e dados da própria empresa para comprovar sua tese, como a estratégia da Natura de destinar de 2,5% a 3% de sua receita líquida anual em inovação, com um departamento com cerca de 400 pessoas empenhadas nesse objetivo.

A empresa é uma das mais conceituadas nesse critério, tendo investido pesado em reduzir produtos de origem animal. "Foram dados passos graduais ao longo do tempo, e hoje chegamos a um índice de mais de 80% de vegetalização das nossas fórmulas", afirma Luciana. A Natura é uma das pioneiras no mundo a produzir sabonetes a base de óleo vegetal. Luciana diz, ainda, que é impossível criar ou adequar produtos para menor impacto ambiental sem grandes esforços em inovação.

 “Na área de processos, eles investigam como criar um produto com matéria-prima renovável e que esse fluxo seja sustentável, enquanto em embalagem eles já observam o ciclo de vida completo. Assim, inovação e sustentabilidade andam juntas, comprovando uma tese que tem sido muito discutida na academia. Ou seja, no nascimento dos produtos ambos estão ligadas e se relacionam", afirma ela, que espera obter sucesso em sua tese na FGV-EAESP.

 Fonte imagem: http://www.freegreatpicture.com/fun-business/interesting-material-of- commerce-28831




quinta-feira, 21 de março de 2013

Brazilian Furniture e Centro de Estudos em Sustentabilidade da GV firmam parceria

 O Brazilian Furniture é um projeto criado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), pelo Sindicato das Indústrias da Madeira e do Mobiliário do Distrito Federal (SINDIMAM) e pela Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), que tem como objetivo promover exportação de móveis fabricados no Brasil, a fim de consolidar e fortalecer a credibilidade do produto nacional. Com poder de venda em países como Estados Unidos, México, Peru, Rússia e Chile, o Brazilian Furniture agora fechou parceria com outra instituição de respeito para ajudar em sua nova empreitada. Trata-se do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVces). O objetivo da parceria é qualificar o produto da Brazilian Furniture para o exigente mercado internacional de móveis, que exige padrões de sustentabilidade comprovados.

 Os processos e produtos sustentáveis se tornam cada vez mais necessários para passar pelas barreiras de entrada nos mercados internacionais. A equipe da FGV-EAESP irá auxiliar os membros da indústria moveleira na elaboração de diagnósticos do setor e na construção conjunta de diretrizes de sustentabilidade através de visitas técnicas.

 Para Luciana Stocco Betiol, do GVces, a iniciativa é estratégica, para medir e avaliar riscos e oportunidades associados ao setor moveleiro brasileiro, ingressando na temática de fomento à inovação; ecodesign; rastreabilidade da cadeia produtiva; redução de desperdícios, e gestão de resíduos sólidos, respondendo às demandas de consumidores cada vez mais exigentes com impactos ambientais e sociais associados ao processo produtivo.


quarta-feira, 20 de março de 2013

Demanda sob oferta

 O ano de 2013 começa com cara de 2012, pelo menos economicamente falando. Isso porque o país ainda está com o pé preso em diversas intervenções feitas no ano passado. Uma delas é a taxa cambial que subiu para R$2,00, com as atuações do Banco Central e do Ministro da Fazenda Guido Mantega. Outra foi a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis, a fim de aquecer o mercado.

 O problema é que esse remédio já perdeu o efeito. As estratégias do governo se resumem a incentivar o consumo e aumentar a oferta de crédito desde a recessão de 2009. Essa estratégia funcionou quando se tinha milhões de pessoas saindo da linha da pobreza e entrando na faixa de consumo e com as taxas de desemprego despencando. Hoje, o cenário é diferente e o Governo parece não ter se dado conta disso. A população brasileira está endividada, não há espaço para redução do desemprego e nem perspectiva de crescimento futuro.

 O professor Samy Dana, da FGV-EAESP, afirma, em texto próprio, que enquanto o governo estimula crédito e consumo desenfreados, ele alimenta também fantasma cada vez mais presente, chamado custo Brasil. Como a infraestrutura econômica do Brasil não pode ser considerada referencia, as intervenções que vão sendo criadas (como intervenção no câmbio e redução no IPI) servem apenas para tapar o Sol com a peneira, e com isso o Brasil cresce menos do que seus vizinhos sulamericanos e que outros emergentes ao redor do mundo, como China e Índia.

 O que está acontecendo de errado? 

 O Governo tenta incentivar a demanda desenfreada de consumo. Isso funcionou enquanto a economia estava aquecida e com pessoas entrando no mercado de trabalho. Dana afirma, ainda, que com taxas de desemprego tão baixas, é preciso aumentar a produtividade do trabalho ao invés de aquecer a demanda. “Não dá pra crescer sem investir. Somente com infraestrutura de qualidade e impostos mais baixos o preço dos produtos vão baixar, assim, mais empreendedores vão investir e mais ofertas serão criadas", afirma o professor. Com isso a demanda vem naturalmente e as intervenções não serão mais necessárias, pois a questão agora é oferta e não mais a demanda.



terça-feira, 12 de março de 2013

Mais transparência nas instituições

 Fatos recentes levantam questões importantes sobre a transparência das instituições. Está cada vez mais difícil para as instituições – seja órgão público ou privado – se manterem na penumbra de informações. Isso porque as novas tecnologias, novas leis, pressão social e aumento da concorrência são fatores cada vez mais determinantes para a queda de empresas e órgãos dúbios. 

O professor Fernando Abrucio, da FGV-EAESP, diz, em texto próprio, que a transparência no setor privado depende do envolvimento do consumidor. Os direitos do consumidor começam a pressionar as empresas por um maior conhecimento sobre origem dos produtos, por exemplo. Empresas sustentáveis precisam ter esforços efetivos nessa área, pois logo um concorrente pode surgir questionando essa prática e se fazendo valer de iniciativas mais efetivas nesse quesito. No âmbito privado, esse tipo de transparência surge com mais naturalidade. Mesmo em instituições mais fechadas e oligárquicas, como na política e no futebol, as coisas começam a mudar.





segunda-feira, 11 de março de 2013

Revendedores e consultores contratam equipes de venda para aumentar lucro

 No Brasil, existem cerca de 4 milhões de revendedores autorizados de marcas que trabalham com catálogo e venda direta por meio de consultores. Juntos, esses revendedores lucram cerca de R$10,6 bilhões por ano. Esses são dados de uma pesquisa feita pela Fundação Getulio Vargas, a pedido da Associação Brasileira de Empresas de Venda Direta (ABEVD), mostram a força dessas equipes de vendas. Em quase metade dos casos (48,4%), os revendedores trabalham com mais de uma empresa do setor.

 Os perfis são dos mais variados; existem revendedores que repassam seus produtos apenas para amigos e pessoas mais próximas para incrementar a renda mensal, enquanto outros vivem dessa revenda e chegam a montar uma equipe de vendas para dar conta da demanda. Segundo a pesquisa da FGV-EAESP, 27,1% desses revendedores possuem uma equipe de vendas. Um mercado expressivo que, por muitas vezes, passa despercebido, mas possui um grande valor econômico e representa uma boa oportunidade de negócio para muitas pessoas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

De olho em novos negócios


Um dos pontos que caracterizam um bom empreendedor é a constante busca por oportunidades de negócios. “Ele identifica uma lacuna no mercado antes dos outros e procura ofertar algo para preencher esse espaço. E como identificar essas oportunidades? Ler, pesquisar, conversar, identificar tendências e conhecer outras culturas auxiliam muito nesse processo”, diz Tales Andreassi, professor e coordenador do Centro do Empreendedorismo da FGV-EAESP.

É possível citar como exemplo o aumento do percentual de famílias em que pais e mães trabalham fora, que, aliado ao aumento das jornadas de trabalho e ao custo de uma empregada doméstica, gerou uma série de serviços para facilitar a vida dessas famílias, como comida congelada, serviços "delivery", empresas do tipo "marido de aluguel", entre outros negócios.

Adaptar negócios encontrados em outros países é também uma forma de encontrar novas oportunidades. Comparecer a feiras, conhecer catálogos de produtos e estar sempre reciclando os conhecimentos podem ajudar a identificar esses negócios. “As oportunidades estão por aí, girando ao nosso redor. Aquele empreendedor que consegue enxergá-las antes dos outros seguramente terá vantagens significativas sobre os demais”, completa o professor.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Os gastos públicos com sustentabilidade no Brasil


Mesmo que ainda a passos tímidos, a criação de mercados com práticas sustentáveis está se formando no Brasil. Quando analisado de maneira isolada, os número são promissores, mas no contexto geral dos orçamentos sob a ótica da administração pública, esses resultados ainda são pouco representativos.

Ainda há um longo caminho a percorrer: o montante de compras públicas federais de produtos e serviços “verdes” representa cerca de 0,1% do total de gastos. No entanto, os empresários mais ávidos devem, com o respaldo do governo, enxergar nesse resultado um imenso potencial de negócios para curto e médio prazos. O governo de Minas Gerais, por exemplo, considera, desde 2006, as práticas sustentáveis em um projeto denominado de Gestão Estratégica de Suprimentos (GES), que orienta as compras públicas naquele estado.

Através de uma parceria com a Iclei, uma ONG internacional especializada em sustentabilidade nas cidades e nos governos locais, e com a Fundação Getulio Vargas, o governo mineiro vem implementando o projeto Compras Públicas Sustentáveis, com resultados positivos tanto na contratação de serviços, quanto na compra de produtos mais sustentáveis. Atualmente, os gastos públicos com essas práticas ainda não alcançaram 10% da receita de Minas Gerais. No entanto, os planos visam que esse montante chegue a marca de 15%.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Inspiração para novos negócios


É muito comum que grandes ideias surjam em lugares bem distantes de onde o empreendedor vive. Durante viagens a passeio em lugares inspiradores, muitas ideias de negócios podem aparecer. Nesses casos, o empreendedor deve deixar de lado a visão de turista e aproveitar para olhar de maneira crítica para produtos e serviços locais, identificando formas de melhorá-los e quais necessidades atendem.

No entanto, é preciso levar em consideração que um negócio que deu certo em um lugar, não necessariamente terá sucesso em outro. Antes de implantar a ideia, é preciso avaliar as diferenças climáticas e culturais nos hábitos dos consumidores da sua região e adequar o conceito para atender esta nova demanda. "O papel do empresário é saber adequar produtos e serviços à realidade exigida", diz Marcelo Aidar, coordenador-adjunto do centro de empreendedorismo e novos negócios da FGV-EAESP.

Ainda de acordo com o professor, a implantação do business não pode ficar parada por muito tempo no papel. É possível que outros empresários já tenham tido a mesma ideia ao viajar para o mesmo destino. "O ideal é que o empresário aproveite a chamada janela de oportunidade, que é quando não há ou há poucos concorrentes diretos com a mesma proposta de negócio, ou quando a demanda por um produto está em crescimento", afirma.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Veja algumas dicas para tirar sua ideia de negócio do papel em 2012


Aproveite o novo ano para realizar aquele antigo sonho de um negócio próprio. O futuro do empreendimento depende do comprometimento do dono, criatividade, faro para negócios e disposição para enfrentar os altos e baixos, itens que podem fazer a diferença para transformar uma ideia em um negócio de sucesso. Estude bastante a sua área de atuação, faça pesquisas de campo e de marketing. Os dados desses levantamentos serão o ponto central para a elaboração do plano de negócios.

Segundo Tales Andreassi, coordenador do centro de estudos em empreendedorismo e novos negócios da FGV-EAESP, novas empresas, em média, começam a lucrar a partir do sexto mês de atividade. No início, as vendas são baixas e é importante saber que o retorno financeiro não será imediato. “Começar um negócio não é como começar uma dieta”, diz Andreassi. Ter uma reserva de capital é fundamental para suportar os gastos da empresa neste período.

O empreendedor precisa, ainda, estar conectado às novidades e tendências do mercado, sempre atento às necessidades dos clientes, oferecendo sempre os melhores produtos e serviços. Não se esqueça: empreender exige 1% de inspiração e 99% de transpiração. O caminho é longo e é preciso trabalhar muito.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Pequenas empresas se tornam foco de setor de seguros


O aumento de pequenas e médias empresas no Brasil trouxe força ao mercado de seguros. Os produtos se adaptam de acordo com a companhia e seu número de funcionários, sendo os mais comuns seguros saúde e o de vida.

O professor da FGV-EAESP, Marcelo Aidar, afirma que “o segmento já vinha crescendo, mas há espaço para uma maior difusão dos seguros”.

Hoje em dia, ainda existe um certo desconhecimento desses serviços por parte dos pequenos empresários, que também não conseguem avaliar, de forma certeira, os riscos aos quais suas empresas estão sujeitas.

O professor ainda afirma que uma boa avaliação da necessidade de um seguro envolve probabilidade e impacto, já que quanto maior a probabilidade de um acidente ocorrer, maior será o impacto na empresa e, consequentemente, mais recomendável é a contratação do seguro. Pode-se usar como exemplo a cobertura contra furtos e roubos, uma das mais comercializadas entre as MPMEs.

O valor da franquia e as datas de pagamento merecem total atenção ao se fechar um contrato, pois um contrato perde sua validade quando a quitação não é feita. Da mesma forma, a transparência das duas partes é fundamental. A seguradora não precisa aceitar todos os riscos declarados pela empresa, mas deve deixar claro quais incidentes não são cobertos.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Consumidores terão que ser informados sobre tributos


Agora é lei: os consumidores brasileiros têm que ficar sabendo sobre os tributos pagos dos bens e serviços. Desde 1988, a Constituição determina que o contribuinte seja informado detalhadamente sobre os tributos embutidos nos produtos e serviços que consome, mas o texto, que definia como essa lei deve ser aplicada, foi, agora, de fato institucionalizado.

O comércio terá seis meses para se adaptar. A partir de junho de 2013, sempre que o cliente colocar a mão na carteira, saberá como exatamente para onde seu dinheiro está indo. O consumidor será informado sobre percentual e o valor aproximado em reais dos impostos para os quais o dinheiro da compra é destinado.

A ideia é que o brasileiro utilize bem essa informação para construir um país melhor. “ Nós temos um instrumento de cidadania agora legal, agora, em nossa mãos. Depende do contribuinte agir para que resolva esse problema da alta carga e baixo serviço”, defende Fernando Zilveti, advogado tributarista da FGV-EAESP.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Wesley Mendes da Silva, professor da FGV-EAESP, recebe PRÊMIO ITAÚ DE FINANÇAS SUSTENTÁVEIS

Realizado a cada dois anos, este prêmio é uma iniciativa do Banco Itaú de Finanças Sustentáveis, que visa a premiação trabalhos relacionados à Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

Com o objetivo de estimular a produção de matérias jornalísticas e trabalhos acadêmicos nacionais sobre o tema “Finanças Sustentáveis”, disseminar o conceito e o debate sobre o tema por meio de uma rede estruturada com o público participante do prêmio, fomentar a produção de propostas, artigos, matérias e reportagens vinculadas ao evento Rio+20 sob o tema “Finanças Sustentáveis”.

“Faz parte de um esforço coordenado que estamos empreendendo ao redor do tema da felicidade no Brasil. Ou melhor, a respeito do bem-estar de jovens adultos nós desenvolvemos esse trabalho, que teve foco na inovação em produtos financeiros orientada ao bem-estar financeiro (uso de cartões de crédito)” relata Wesley sobre o trabalho.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

CO2 em pauta


Uma parceria entre a FGV-EAESP e o World Resource Institute lançou o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), que começou a analisar, a partir de 2008, a difusão dos inventários de emissão de gases do efeito estufa. Há mais de 10 anos, gestores de sustentabilidade e meio ambiente buscam maneiras mais viáveis para verificar a questão do uso de carbono e seus produtos e serviços.

O maior uso das cotas de carbono não são oriundos do setor industrial (10% das emissões do País) – e sim, fruto do desmatamento e uso da terra. Todos esses dados estão de acordo com a exigência nos Planos Setoriais da Política Nacional de Mudanças Climáticas e também com as negociações de pós-Protocolo de Kyoto, que começam em 2020.

Uma das grandes dificuldades é a falta de conhecimento de diversos profissionais sobre a questão. Mesmo assim, a expectativa do Cebds é que as empresas participantes se multipliquem e ganhem escala a médio e longo prazo, seja por força das exigências do mercado, seja por restrições que tendem a ser impostas ainda essa década.