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terça-feira, 14 de maio de 2013

III Virada Empreendedora

Em São Paulo, entre os dias 27 e 28 de abril passado, aconteceu um encontro entre empreendedores e aspirantes a empreendedores, na FGV-EAESP. Trata-se da III Virada Empreendedora, um ciclo de palestras e workshops interativos com foco no networking e compartilhamento de informação entre o grupo de empreendedores presente.

O Brasil já é o terceiro país do mundo em número de empreendedores, um número que traz boas previsões para o país por um lado, mas que por outro reforça a competitividade cada vez maior para os empreendedores. Surge, então, a oportunidade III Virada Empreendedora, uma troca de informações e de conhecimento. “Não é abrir um pet shop ou um restaurante por que está todo mundo abrindo, mas pensar em algo que realmente seja demandado pelos consumidores. Onde você tem um problema, uma fila, uma reclamação, você tem uma oportunidade de negócio”, afirma Tales Andreassi, professor da FGV-EAESP, que acompanhava o evento.


O objetivo do evento é colocar os empreendedores em contato uns com os outros, conhecerem tendências e cases, trocar conhecimentos e - por que não? - gerar negócios. A ideia é capacitar ao máximo os empreendedores, fornecendo dicas e partilhando experiências. Hoje, quase 30% dos empreendedores fecham suas empresas antes de 2 anos. Uma das missões da Virada Empreendedora é fazer esse número cair.

Existe muito espaço para startups e empreendedores no Brasil. E os empreendedores brasileiros precisam estar preparados para os desafios a serem superados, pois o mercado do Brasil ainda é um terreno fértil e precisa ser explorado.

Fonte da imagem: Virada Empreendedora 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Lições de empreendedorismo com Bel Pesce

Bel Pesce é uma jovem empreendedora que fez sucesso na internet com seu livro A Menina do Vale, que conta a história dela até chegar ao Vale do Silício, na Califórnia, um dos maiores pólos industriais do mundo, onde era diretora de produtos e comandava uma equipe de 25 homens, com apenas 22 anos de idade. Histórias como a de Bel inspiram jovens que querem ser empreendedores, trilhar os próprios caminhos no mercado de trabalho, abrir a própria empresa e conquistar independência.

A lição mais preciosa que Bel Pesce tenta passar para frente é que nada acontece sem força de vontade e que qualquer um pode se tornar um empreendedor, se decidir que é aquilo que quer. Uma vez que o emprego tradicional não atrai mais os jovens como antigamente, essa é uma área que vem crescendo muito, inclusive dentro das universidades de todo país. A dúvida que fica é se é possível aprender tudo isso na sala de aula, ou se empreender é uma habilidade que já nasce com a pessoa. Para Bel Pesce empreender é um modo de pensar em como um problema maior é quebrado em hipóteses menores e, a partir daí, cada hipótese é testada. “Com perseverança e iniciativa, todos podem empreender", concluiu. 

No outro lado da balança, está o professor coordenador do Centro de Novos Negócios da Fundação Getulio Vargas, Marcelo Marinho Aidar, que acredita que o empreendedor possui uma série de habilidades e características próprias, como capacidade de identificar oportunidades e assumir riscos. "Para empreender, é necessário talento. Não basta aprender a parte técnica”, afirma. Ainda que ele reconheça que a formação específica seja importante para saber lidar com dificuldades. A qualidade de ensino nessa área varia de instituição para instituição, é necessário escolher bem o curso e se dedicar, assim como fez Bel Pesce.

Fonte da imagem: Corbis Images  

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Vida do empreendedor pode ser mais fácil

Após anunciar o projeto do governo que incentiva a inovação entre as empresas brasileiras, o Governo Federal agora lança um novo ministério, voltado para ajudar o micro e pequeno empreendedor. A Secretaria de Micro e Pequena Empresa terá o intuito de ajudar o empreendedor a crescer e, assim, investir, contratar e vender mais. Ao incentivar o empreendedor, o governo federal tenta impulsionar esse grupo importante da economia brasileira, o micro e pequeno empreendedor, responsável por um quinto do PIB brasileiro.  

O professor da FGV-EAESP, Gilberto Sarfati, relata que a simples instalação do ministério não resolve nada. “A Índia tem ministério há mais de 50 anos. Mas está em uma posição pior que o Brasil no relatório Doing Business. Já o Chile não tem ministério e tem sido muito hábil em facilitar a vida do empreendedor”, afirma Sarfati. Segundo o professor, o objetivo do ministério novo deve focar em inovação, capacitação e financiamento ao empreendedor. Outro ponto importante na criação da secretaria é descomplicar a vida do empreendedor, em termos de burocracia na hora de abrir, fechar e manter uma empresa.

Enquanto a iniciativa toma corpo, resta aguardar e esperar que o ministério realmente ajude o pequeno empreendedor. O único entrave é o funcionamento e eficiência dos órgãos públicos no Brasil, que sempre geram dúvidas e incertezas.


Fonte da imagem: Corbis Images 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Planilhas indispensáveis para empresas

O empreendedor precisa se organizar. Cuidar de uma empresa que possui fornecedores, clientes, base de dados, estoque, caixa, entre outros quesitos, requer organização. Uma maneira simples, porém eficaz de não se perder entre tantos números e dados, é gerenciar tudo em planilhas. “O que a gente vê na pratica é que a maioria das empresas não tem controle nenhum do que está acontecendo”, afirma Tales Andreassi, professor da FGV-EAESP. Veja uma lista com algumas planilhas essenciais para não perder o controle do que está acontecendo na sua empresa.

Planilha de vendas

Existem softwares prontos que fazem esse serviço, mas o pequeno empresário não precisa gastar um valor alto para isso, no princípio, e pode ele mesmo fazer sua planilha. “Assim, você pode descobrir a sazonalidade do seu negócio”, afirma Andreassi. A planilha de vendas deve ter colunas com o número de venda, a data, o valor da venda, número de itens e o nome do vendedor.

Planilha de controle de caixa

Esta planilha é muito importante, pois a negligência no controle de caixa é o motivo da falência de muitas empresas. Sempre controle diariamente os lançamentos da empresa, entradas e saídas. A primeira coluna deve ter os custos fixos para facilitar o controle e não se esquecer de pagar nada. 

Planilha de funcionários

Serve para controle de equipe. Nela, constam dados como vendas, metas e setor onde o funcionário atua, controlando dados como queda nas vendas de algum funcionário, ou até mesmo no rendimento.

Controle de estoque e compras

Esta é uma planilha que é muito importante e, dependendo da demanda da empresa, pode salvar a corporação do fracasso. É indispensável para quem trabalha com produtos, ainda mais se o mix for grande. A planilha precisa ter as seguintes colunas: pedidos, pedidos cancelados, status da entrega, quantidade em estoque e vendas. Esse controle é importante para não haver ruptura, além de controlar as vendas da empresa e apontar os produtos mais procurados.

Planilha de pagamentos e recebimentos

Serve para controlar o caixa com mais precisão e ter um panorama melhor da situação da empresa nos próximos meses. Com ela, é possível analisar quando a empresa terá mais dinheiro em caixa para investir e se há cobranças a fazer, por exemplo.




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

De olho em novos negócios


Um dos pontos que caracterizam um bom empreendedor é a constante busca por oportunidades de negócios. “Ele identifica uma lacuna no mercado antes dos outros e procura ofertar algo para preencher esse espaço. E como identificar essas oportunidades? Ler, pesquisar, conversar, identificar tendências e conhecer outras culturas auxiliam muito nesse processo”, diz Tales Andreassi, professor e coordenador do Centro do Empreendedorismo da FGV-EAESP.

É possível citar como exemplo o aumento do percentual de famílias em que pais e mães trabalham fora, que, aliado ao aumento das jornadas de trabalho e ao custo de uma empregada doméstica, gerou uma série de serviços para facilitar a vida dessas famílias, como comida congelada, serviços "delivery", empresas do tipo "marido de aluguel", entre outros negócios.

Adaptar negócios encontrados em outros países é também uma forma de encontrar novas oportunidades. Comparecer a feiras, conhecer catálogos de produtos e estar sempre reciclando os conhecimentos podem ajudar a identificar esses negócios. “As oportunidades estão por aí, girando ao nosso redor. Aquele empreendedor que consegue enxergá-las antes dos outros seguramente terá vantagens significativas sobre os demais”, completa o professor.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Inspiração para novos negócios


É muito comum que grandes ideias surjam em lugares bem distantes de onde o empreendedor vive. Durante viagens a passeio em lugares inspiradores, muitas ideias de negócios podem aparecer. Nesses casos, o empreendedor deve deixar de lado a visão de turista e aproveitar para olhar de maneira crítica para produtos e serviços locais, identificando formas de melhorá-los e quais necessidades atendem.

No entanto, é preciso levar em consideração que um negócio que deu certo em um lugar, não necessariamente terá sucesso em outro. Antes de implantar a ideia, é preciso avaliar as diferenças climáticas e culturais nos hábitos dos consumidores da sua região e adequar o conceito para atender esta nova demanda. "O papel do empresário é saber adequar produtos e serviços à realidade exigida", diz Marcelo Aidar, coordenador-adjunto do centro de empreendedorismo e novos negócios da FGV-EAESP.

Ainda de acordo com o professor, a implantação do business não pode ficar parada por muito tempo no papel. É possível que outros empresários já tenham tido a mesma ideia ao viajar para o mesmo destino. "O ideal é que o empresário aproveite a chamada janela de oportunidade, que é quando não há ou há poucos concorrentes diretos com a mesma proposta de negócio, ou quando a demanda por um produto está em crescimento", afirma.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Conquistando talentos


Atrair talentos para pequenas empresas é possível. Há algumas táticas para contratar bons profissionais e competir com os salários e bônus das multinacionais. “Tente oferecer um percentual do negócio caso a pessoa permaneça na empresa por um tempo predeterminado - cinco anos, por exemplo. Outra possibilidade é convidar profissionais que, por razões pessoais, estejam procurando trabalhos que lhes permitam uma maior flexibilidade de horário, o que dificilmente conseguiriam em uma grande empresa”, diz Tales Andreassi, professor e coordenador do Centro de Empreendedorismo da FGV-EAESP.

O empreendedor pode encontrar uma forma de vender a bons profissionais a ideia de que trabalhar em uma start-up (empresa iniciante de base tecnológica) é um excelente aprendizado, já que o profissional terá contato com diversas áreas da organização e irá reclicar o conhecimento sobre temas variados, além da possibilidade de crescer com a empresa.

Para isso, é preciso ser um bom vendedor. Há que mostrar, que convencer que trabalhar em uma pequena empresa é uma boa maneira de absorver o jeito de pensar do empreendedor. É um ótimo apelo principalmente para aqueles que querem, no futuro, seu próprio negócio.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O sonho de empreender


Para empreender, não basta ser “apenas” um bom administrador. É preciso sonhar, pensar alto! O dono de uma pequena empresa precisa acreditar em seu sonho e fazer seu negócio dar certo. É necessário adotar boas práticas de gestão, aliar a boas ideias e um ótimo relacionamento com a equipe para fazer o time crescer.

Segundo João Baptista Brandão, professor da FGV-EAESP, é um desafio ser um gestor admirado e que faz com que os funcionários se sintam parte do negócio. O professor conta que parece simples, mas estar presente, principalmente quando há problemas no negócio, não faz parte das práticas de muitas pessoas – o negócio exige que o proprietário passe grande parte do dia (e, às vezes, da noite) presente no negócio e passar sempre a mensagem correta aos funcionários. Além de escutar todos os colaboradores, é preciso que o gestor troque ideias, compartilhe experiências e dê um retorno sobre o trabalho aos colaboradores.

Fazer com que os funcionários sejam reconhecidos é uma prática importante e pode vir na forma de um elogio, por exemplo. Para Brandão, o pensamento de que a pessoa “não fez mais nada do que a obrigação” não existe mais. O novo modelo de gestão estimula o desenvolvimento do profissional, e é uma maneira de gerir bem a equipe. Incentivar os estudos, para que o colaborador se prepare melhor e se especialize é outra maneira de conseguir credibilidade para o empresário e o negócio.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Como os sites de compra estão mudando


Muito populares no Brasil, a partir de meados de 2010, os sites de compras coletivas experimentaram um enorme crescimento em 2011, faturando mais de 1,6 bilhão de reais. No entanto, devido a alguns fatores, como a relativa simplicidade da mecânina de um negócio do tipo e o grande aumento do número de empreendedores no mercado de internet, muitas pessoas se aventuraram no negócio, e a alta concorrência, aliada a um pífio crescimento econômico do país neste ano, fizeram com que mais de 300 empresas fechassem as portas desde janeiro.

Na avaliação de Alberto Albertin, coordenador do Centro de Tecnologia e Informação Aplicada da Fundação Getulio Vargas, o boom de sites de compras coletivas teve um crescimento desordenado, sem que os empreendedores dessem muita atenção à infraestrutura, fazendo com que o serviço caísse em descrença entre os consumidores. O aumento assistido em 2011 deu-se por conta da novidade do segmento. Mas agora, as pessoas passaram a entender como o esquema funciona e começaram a questionar a qualidade.

Uma das maiores empresas do ramo, o Click On, está adotando outras estratégias para continuar a frente do comércio eletrônico: grande parte das parcerias que não estavam atendendo as expectativas do público foram canceladas e estão ocorrendo novos investimentos em tecnologias, como aplicativos para smartphones. A tendência é que a compra coletiva seja mais um segmento dentro do site, do que o carro-chefe da empresa.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Qual é a melhor idade para começar a empreender?


Algumas pessoas, com espírito empreendedor nato, já querem sair da faculdade empreendendo. Algumas preferem seguir uma estabilidade maior no mercado de trabalho, para adquirirem mais experiência, e aí sim, partirem para um negócio próprio. Então, qual é a faixa etária mais adequada para empreender?
Aos 20, 30 ou depois dos 40 anos?

Dos 20 aos 30: empolgação e energia

Os jovens empreendedores são, geralmente, muito inquietos, curiosos e, por serem da geração Y, otimistas em relação ao futuro e comprometidos em mudar o mundo na esfera ecológica. São extremamente informais, agitados, dispostos a correr mais riscos, ansiosos, impacientes, imediatistas e acompanham a velocidade da internet. No entanto, como fatores negativos, conta-se a falta de experiência em projetos anteriores, o que pode acarretar no insucesso de um negócio. “O entusiasmo exagerado também pode prejudicar o empreendedor, que, na hora da empolgação, acaba por não avaliar corretamente o cenário”, diz Batista Gigliotti, professor do curso de pós-graduação da FGV-EAESP.

Dos 30 aos 40: a cautela começa a falar mais alto

Nessa faixa, as pessoas pensam mais analiticamente sobre uma proposta e tendem a ser mais cuidadosas. A empolgação desmedida da juventude começa a dar espaço a uma avaliação mais concreta sobre um cenário econômico e já possuem conhecimento e vivência.
Como desvantagem, a geração X opta por constituir uma família nessa época da vida, com casamento, filhos, entre outros fatores que começam a desfocar o empreendedor.

Após os 40 anos: negócios com maturidade

Nessa idade, o empreendedor conta com o respaldo da experiência de vida e profissional. “Outra importante questão que pesa a favor é que, na maioria das vezes, o profissional já conhece a fundo o mercado que irá entrar (ou continuar, mas, desta vez, como proprietário do negócio)”, conta Gigliotti.
A desvantagem é que as pessoas nessa faixa etária apresentam menor permeabilidade com novas tecnologias e formas de comunicação, inerentes a quase todos os novos negócios.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Até onde vai a confiança?


Quando um empreendedor busca por um fornecedor de capital, é necessário buscar um investidor que realmente compreenda do que se trata o negócio e, para isso, muitos dados importantes e confidenciais devem ser revelados. E é justamente aí que se encontra uma grande preocupação: até quando a divulgação de informações para um investidor pode ser segura para um negócio? O que garante que essa pessoa realmente só está interessada no business, ou se está aproveitando dados para, posteriormente, investir em algo semelhante?

Algumas pessoas pedem para que o investidor assine um acordo documentado de confidencialidade, que pode gerar uma multa, caso haja vazamento de informações. Essa medida paliativa, no entanto, pode gerar um certo desconforto entre as partes que estão negociando. “Muitos investidores não aceitam assinar o acordo, ou teriam que fazer isso 300 vezes por ano.” relata Adalberto Brandão, do Centro de Estudos sobre 'Private Quality', da FGV-EAESP.

Brandão diz ainda que essa relação de confiança entre um empreendedor e um investidor deve ser construída ao longo do tempo e que o exercício constante e saudável do networking é sempre a melhor opção. “Se ficar escondendo o projeto, pode não conseguir executá-lo”, finaliza.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Passando o bastão


É possível ensinar alguém a empreender? Alguns especialistas dizem que esse “dom” é congênito, enquanto outros pensam que seja possível estimular e ensinar essa prática na universidade.

Gilberto Sarfati, professor da FGV-EAESP, acredita que tudo pode ser ensinado, inclusive, como despertar nas pessoas o espírito empreendedor. “Percebemos que a maioria dos alunos entra na faculdade sem nem pensar em empreender. Mas isso muda com o tempo. O número de alunos que quer abrir um negócio próprio tem crescido dentro da faculdade e alguns deles começam a empreender ainda dentro da instituição”, acredita o professor.

Para isso, diz o professor, o planejamento é essencial. Pesquisas indicam que os principais motivos para o insucesso das pequenas empresas são a falta de experiência e capacidade de gestão. O empreendedor não precisa ser um especialista nessas áreas, uma vez que, mais cedo ou mais tarde, ele poderá contratar pessoas especializadas nelas. Mas precisa ter uma boa noção para conseguir acompanhá-las — afinal, é o presidente da empresa que está fundando.

Segundo Sarfati, a proliferação de cursos de gestão de negócios no mundo é um ponto muito positivo, pois mostra o aumento da cultura empreendedora e as pequenas empresas têm conseguido cada vez mais espaço no concorrido mercado: “Agora, o próximo passo é aumentar a especificidade desses cursos para que eles sejam mais focados nos pequenos negócios”, conclui o professor.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Aprenda a identificar novos públicos e tendências de negócios


Não há como prever quando novas oportunidades chegarão e quais consequências poderão trazer ao seu negócio. A instalação de novos empreendimentos, shoppings, universidades, entre outros, podem transformar por completo a face dos negócios de uma região. O bom empreendedor deve se antecipar em relação à concorrência e criar estratégias criativas para essa possibilidade, sempre pensando a longo prazo.

Quando é chegada a hora, é possível obter informações valiosíssimas, com construções ou empreiteiras, sobre um futuro negócio: a quantidade de pessoas que serão atraídas por um empreendimento e o tipo de público interessado – quem se prepara de antemão tem mais chances de lucrar. De acordo com Marcelo Aidar, professor da FGV-EAESP, condomínios, shoppings e universidades são ágeis em identificar regiões onde está havendo crescimento rápido. Portanto, são muito mais ampliadores de tendências de negócio do que criadores.

Por exemplo, em locais que irão receber faculdades ou universidades, pense em negócios que facilitariam a vida do estudante: bares, lanchonetes que sirvam marmitex, fotocopiadoras, cafeterias com acesso à internet e franquias de idiomas. Geralmente, os estudantes não disponibilizam de muito dinheiro, então, negócios que se localizam nas proximidades de moradias estudantis e que atendam a demanda desse público ajudam bastante a vida dos jovens e podem ser lucrativos para você.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Gestação de negócios


Uma forma bastante interessante de estímulo ao mundo do empreendedorismo, as incubadoras oferecem um ótimo respaldo às pequenas e microempresas para sobreviverem no mercado, já que, de acordo com dados do Sebrae, mais da metade desse tipo de comércio (56%) encerra suas atividades até o terceiro ano de vida.

Esse tipo de negócio surgiu no Brasil em meados da década de 80 e, desde estão, estima-se que haja cerca de 150 incubadoras, com aproximadamente 1100 empresas residentes em potencial para gerar mais de 6.000 novos empregos.

O ambiente mais flexível das incubadoras reduz a “taxa de mortalidade” das empresas, oferecendo uma série de facilidades para estimular o surgimento e amadurecimento de novos empreendimentos a um risco bem menor do que o mercado tradicional – esses custos são subsidiados e rateados.

São muitos os tipos de incubadoras hoje no país. Há as que prezam por negócio a longo prazo, mais de quatro anos, para que construam uma base sólida e influente. No entanto, há também aquelas que priorizam start-ups para crescer: "Há muita cobrança por trabalho, por realizações. O empreendedor lida com o produto de forma mais intensa", aponta Adalberto Brandão, diretor de operações do Centro de Estudo de "Private Equity" da FGV-EAESP.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Veja cinco sinais que apontam que sua empresa está crescendo


Para que seu empreendimento cresça, é essencial tomar uma série de medidas: montar um plano estratégico, saber tudo sobre o que está se passando dentro do negócio e acompanhar de perto o fluxo de caixa. Segundo Gilberto Sarfati, professor da FGV-EAESP, a maior parte dos empreendedores quebram por falta de planejamento e gestão, por isso, atente-se a alguns padrões de finanças que podem alavancar o seu negócio.

Ainda de acordo com o especialista, o pequeno empreendedor deve entender que o faturamento traz dinheiro para a empresa, mas é o lucro que realmente importa para qualquer negócio. Veja alguns indicadores de que seu negócio pode estar no caminho certo:

Faturamento: Esse indicador deve mostrar o valor de venda e o percentual de venda com relação à meta planejada. Por exemplo, caso o mês já esteja na metade e ainda falte 70% da meta para ser alcançada, algo deve ser revisto e alterado nos processos da empresa.

Lucratividade/Rentabilidade: É a percentagem de lucro tirado do faturamento, após a dedução das despesas. Com esse indicador positivo, é possível investir ainda mais em seu negócio ou criar estratégias para aumentar ainda mais as vendas.

Ticket médio: É o valor médio de venda por cliente ou por venda. Com esse dado, é possível identificar se sua equipe de vendas está vendendo menos e precisar ser treinada, ou ainda se a quantidade de clientes diminuiu e você precisará de investimentos em estratégias de marketing.

Rentabilidade e prazo de retorno: É a divisão do lucro médio pelo investimento inicial – através desse cálculo, é possível verificar se o negócio é viável, comparando-o com os rendimentos bancários e avaliando se é mais rentável que uma caderneta de poupanças. Já a divisão do investimento pelo lucro médio mensal, permite que seja calculado em quanto tempo o negócio se pagará.

Metas: devem se ousadas, mas atingíveis. Para avalia-las, é necessário acompanhar periodicamente alguns indicadores, como o ticket médio – que deve ser checado diariamente – e a lucratividade – que é verificada mensalmente. Se você perceber que os resultados não estão indo de acordo com o planejado, reestruture as estratégias e altere a trajetória.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Investidores X gestão da empresa


Apesar da magnífica e crescente fase em que as startups se encontram, é necessário tomar alguns cuidados em relação aos negócios, para evitar atritos ou más experiências. Isso porque os investidores tendem a querer palpitar, ou mesmo interferir, na gestão dos negócios da empresa.

O primeiro ponto é compreender que o investidor tende a ser mais realista que o empreendedor, que normalmente é otimista até demais em relação ao seu próprio negócio. Por isso, torna-se imprescindível que, tanto o investidor, quanto o empreendedor busquem fundos com afinidade para empresa. Afinal, ambos trabalham em prol da mesma coisa: a saúde dos negócios.

Outra importante questão é saber a diferenciação de conseguir dinheiro por meio de fundos e conseguir por créditos bancários. Fundos e investidores tendem a querer, não só o retorno financeiro, como a liberdade de opinar em relação à gestão da startup, especialmente se for o caso de um negócio iniciante.

Manter a organização financeira da empresa é uma questão muito importante no ramo dos negócios. De acordo com o diretor do GVcepe, Claudio Furtado, a desorganização financeira é o principal ponto de desentendimento entre empreendedores e investidores.

O ideal é que a empresa tenha balanços de qualidade e que sempre esteja preparada para receber novos investimentos.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

O acerto com os erros


Aquele ditado popular “a gente aprende com os erros” nunca foi tão verídico, especialmente quando inserido no contexto do empreendedorismo. Isso porque, os erros são capazes de promover experiência, tato, feeling e jogo de cintura para o mercado de trabalho e para os negócios.

O erro faz parte da vida do empreendedor, segundo o coordenador do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV-EAESP, professor Tales Andreassi. Mas, o empreendedor não pode deixar que um erro acabe com o seu negócio.

Embora errar faz parte, para minimizar os erros é importante seguir algumas recomendações básicas: conhecer muito bem e observar constantemente às mudanças que ocorrem no setor são essenciais (perder oportunidades por não estar bem informado é um erro comum no mundo do empreendedorismo), planejar também é essencial para diminuir as chances dos negócios irem mal. O empreendimento de sucesso é aquele que é feito por pessoas competentes e comprometidas. Funcionários e, principalmente, sócios devem ser escolhidos a dedo.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Empreendedores brasileiros e o sucesso nas ideias

Na atual situação da economia brasileira, é muito comum vermos novos empreendimentos geridos por pessoas com menos de 30 anos. A independência financeira e o reconhecimento no mercado vem com a aposta em boas ideias.

Em um país como o Brasil, é normal seguirmos uma receita popular: identificar dificuldades e vender soluções. Aliar boas ideias a investimentos certeiros e agilidade é certamente a chave para o sucesso, em um mercado cada vez mais acirrado e concorrido.

Para o economista da FGV-EAESP, Marcelo Aidar, esse hábito em transformar impasses em negócio é tipicamente brasileiro. “O bom empreendedor é aquele que consegue destaque no mercado e que enxerga a oportunidade em um problema”, ressaltou.

Com uma economia promissora e crescente, o mercado aquecido, o investimento na mão e uma boa ideia, o Brasil tem, cada dia mais, sido reconhecido como o país das oportunidades. E essa tem sido a prova de sucesso de quase 1/3 dos novos empresários do país.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Vantagens e riscos de comprar uma empresa

Quase todo o empreendedor tem o sonho de abrir o seu próprio negócio. No entanto, além do conhecimento de mercado, é necessário também que se tenha a plena consciência de que a atividade empreendedora traz vantagens e riscos.

Entre algumas vantagens, estão analisar o histórico do negócio, saber o funcionamento do ponto comercial e estudar o público-alvo da clientela da região. Em contraposição, se o empresário não ficar ligado às tendências de mercado, não estudar satisfatoriamente a sua concorrência, não inovar ou mesmo não ficar atento ao fluxo de caixa e investimento de seu negócio, estas situações podem gerar riscos à nova empresa.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

De empresário para empreendedor

Investir no seu próprio negócio, atualmente, não tem sido um sonho impossível. Segundo dados divulgados pelo Departamento Nacional de Registros de Comércio (DNRC) da Secretaria de Comércio e Serviços (SCS), do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MCID), revelam que em 2010 foram 1.370.464 empresas em crescimento, um crescimento de 10% em relação ao ano anterior.
De acordo com o gerente de projetos do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV-EAESP, Renê Fernandes, o principal erro que compromete muitos empresários é ficar estagnado e ter dificuldades em enxergar as boas oportunidades do negócio. Em muitos casos, esta é principal causa para o fechamento das portas.
Ainda segundo Renê, 99% dos empreendedores que passam pelo Finep não tem consciência de quanto necessitam para investir em seu negócio.
Outro possível erro que pode comprometer os planos é o financiamento errado ou mesmo erro nas cotações. Não ter jogo de cintura para negociar prazo com os fornecedores, também, pode vir a gerar complicações no seu negócio.
O principal segredo do empreendedor é saber valer suas oportunidades.