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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Internet na era da acessibilidade

O acesso à internet tem ficado cada vez mais democrático nos últimos anos. Desde 2005 até 2011, o número de internautas conectados aumentou 144% em toda população analisada. 

Esses dados são números divulgados pelo IBGE que mostram a realidade da internet no país e também o perfil de quem usa e quais são os perfis que mais crescem na rede. Por exemplo, a pesquisa mostrou um fato curioso sobre as pessoas com mais de 50 anos que estão conectadas a internet. No mesmo período analisado (de 2005 a 2011), o número de pessoas dessa faixa etária cresceu 222%. Os mais jovens dominam entre os mais conectados, com 74,1% das pessoas entre 15 e 17 anos. 

Quando se coloca em termos gerais da população em outros países, o Brasil deixa a desejar no quesito acessibilidade. De acordo com um relatório da ONU, 83% dos canadenses e 77,9% dos americanos possuem acesso à internet. No Brasil, esse número cai para 46,5%. Na Argentina, são 47,7%. O professor Marcelo Coutinho, da FGV-EAESP, afirma que apesar dos números inferiores a países mais desenvolvidos, o Brasil caminha bem nesse aspecto. "O Brasil ainda não conseguiu resolver a questão do acesso, mas isso está bem encaminhado. Os números são positivos, reflexo do aumento da renda e do barateamento dos equipamentos", afirma Coutinho.

Fonte da Imagem: Corbis Imagens

FGV-EAESP firma parceria para formação de gestores

Sempre buscando a evolução dos estudos e aplicações, a FGV-EAESP acaba de firmar mais uma parceria internacional. A Fundação Botín, fundação espanhola voltada para ação educativa, socioeconômica e cultural, assinou acordo para incluir a FGV-EAESP em seu programa de formação em Administração Pública voltado para universitários.

O “Programa para o Fortalecimento da Gestão Pública na América Latina” é uma iniciativa pioneira de ensino, que visa o fortalecimento das instituições através da capacitação das pessoas interessadas em política pública. A Fundação Botín já conta com um módulo nos Estados Unidos, e agora fixa parceria com o Brasil, visando ampliar seus conhecimentos e sua área de atuação, com experiência global.

A etapa brasileira acontecerá em Brasília e São Paulo, com aporte do Doing Business in Brazil (DBB), um programa da FGV-EAESP que proporciona cursos customizados com visão política, econômica e social para profissionais e acadêmicos de escolas estrangeiras. A coordenadora do projeto, Isabela Curado, acredita que a FGV-EAESP foi escolhida para representar o Brasil por sua excelência e tradição. “A Escola foi convidada por sua tradição no ensino de Administração Pública, além de suas pesquisas sobre formulação e implementação de políticas públicas”, destaca.

Um dos diferencias oferecidos pela FGV-EAESP foi uma imersão em iniciativas públicas de destaque através de palestras, visitas e conversas, além das aulas expositivas. Os órgãos escolhidos foram Poupatempo de Itaquera, o HumanizaSUS, a urbanização de Paraisópolis e o Portal da Transparência.

Fonte da imagem: Corbis Imagens

terça-feira, 4 de junho de 2013

Contribuições da Semiótica e da Linguística para a análise das redes sociais digitais


A palestra “Contribuições da Semiótica e da Linguística para a Análise das Redes Sociais Digitais”, que aconteceu na FGV-EAESP, no último dia 28 foi ministrada pelo professor Izidoro Blikstein, membro do GVRedes, e teve como temática principal a importância dos estudos da Linguística e da Semiótica para analisar as ‘small talks’ das redes como o Facebook.

Mas o que são small talks? São aquelas conversas casuais e aparentemente sem importância que acontecem no Facebook. O professor Blikstein levanta a dúvida sobre a irrelevância dessas conversas. Esses tipos de interações entre pessoas deveriam ser realmente consideradas sem importância?

“O Facebook tomou o lugar da calçada”, afirma o professor Blikstein, em referência ao poema ‘Evocação do Recife’, de Manuel Bandeira, no qual o poeta expõe que as pessoas tomavam as calçadas para namorar, conversar e rir, função essa que agora é feita através do Facebook, segundo o professor. Com isso, ele afirma que as mensagens de redes sociais estão recheadas de discursos não-falados, ou seja, uma opinião está subentendida nessas mensagens, usando a teoria dos pressupostos do francês Oswald Ducrot.

Essa opinião dá uma nova dimensão ao “small talks” das redes sociais. Apesar de ser uma teoria nova, com pouco embasamento e metodologia de estudo ainda em formação, é uma área promissora e pouco explorada, com riqueza de material. Já existem empresas se especializando em focus group social, que parte desse ponto de vista e analisa interações de ‘small talks’ para traçar um perfil de consumidor. Resta analisar a eficiência desse método em comparação as práticas atuais.

Ranking MBA 2013

A AméricaEconomia, revista de negócios especializada no mercado latino americano, elege anualmente os melhores MBAs entre as escolas de negócios da América Latina, através de metodologia bem definida e criteriosa. O Ranking MBA 2013 já foi divulgado, com margens apertadíssimas entre o líderes do ranking. Para 2013, alguns critérios foram reavaliados, tais como o aspecto Internacionalização, que subiu de 15% para 20% de peso na pontuação geral. Isso foi feito em resposta a exclusão do critério Ambiente de Negócios, que era calculado a partir do Ranking Melhores Cidades para se Fazer Negócios, também elaborado pela AméricaEconomia Intelligence. 
Esse balanceamento foi feito a partir da quebra de um antigo paradigma que existia, quando as escolas de negócio visavam formar negócios locais. Agora, o foco passou para formar executivos que atuem em toda a América Latina. No ranking geral, a Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) ficou em quinto lugar, apresentando progresso em seu corpo docente. Hoje, todos os professores integrais da instituição possuem doutorado. 

Especialidades 

Com base na mesma metodologia aplicada para o ranking geral, a AméricaEconomia mede o desempenho das faculdades de especialidades. As escolas são avaliadas nos critérios corpos docentes, produção e difusão de conhecimentos específicos e outras subclassificações específicas para cada especialidade. Nesse modelo mais diversificado, a FGV-EAESP se destacou nos critérios Recursos Humanos e Operações, nos quais obteve o segundo lugar em ambas categorias, além da quarta colocação em Estratégia.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Em 2013, veremos crescimento ou estagnação?


Vivemos em tempos instáveis na economia mundial, a Europa e a Ásia estão com baixa demanda de bens de consumo, dificultando a exportação. O Brasil, por mais que haja otimismo por parte de especialistas, já viu seu PIB estagnar em 2012, quando o cenário deveria ser positivo. Além disso, a taxa de câmbio valorizada encolhe a indústria brasileira, acirra a concorrência interna e a guerra de preços, guerra de preços esta que é nivelada pelo “menos caro”. 

O cenário econômico dentro do Brasil, por outro lado, deverá ser mais positivo. Ou deveria. Vemos diariamente manchetes falando sobre redução de impostos, baixa nos juros e represamento dos preços do combustível. Mas se tudo isso está acontecendo, por que os investimentos não avançam? 

O governo brasileiro tenta buscar medidas que avancem nesse sentido, mas, por um lado, ele pode estar dando um tiro no próprio pé. A inflação está sendo contida artificialmente, com políticas de curto prazo, que podem se tornar caóticas a médio prazo. 

E o governo, como é seu dever, anuncia que o PIB irá crescer de 4 a 4,5% em 2013. Já vimos isso acontecer em 2012. Não chegou a 1%. O crescimento do PIB depende de medidas internas(que podem estar sendo tomadas de maneira equivocada) e da melhora do ambiente externo, que não é tão otimista quanto se podia imaginar. Com isso, 2013 está começando a ficar com cara de 2012. Mas com mais juros e inflação. 

*Esse texto foi baseado em matéria da revista GV-Executivo

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Dicas para alavancar a sua empresa

Quando existe o projeto - em andamento ou não - de empreender, existe a necessidade de uma série de fatores para que esse projeto saia do papel até se tornar uma empresa de sucesso. Apenas ter uma boa ideia não garante o sucesso de um negócio, é preciso saber empreender e correr atrás para fazer acontecer. Confira uma lista com algumas dicas de especialistas em empreender para fazer sua empresa decolar: 

Monte um plano de negócios 
O plano de negócios de uma empresa é um documento muito importante para saber como empreender. Nele, constam todas as ferramentas necessárias para se empreender. “É um controle ou uma fotografia de como a empresa está”, afirma Renê José Rodrigues Fernandes, gerente de projetos do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV-EAESP (GVcenn). 

Descentralize as funções 
O dono não pode empreender sozinho. Por mais difícil que seja, abrir mão de algumas funções e repassá-las para outra pessoa empreender irá liberar mais tempo para o dono empreender nos pontos mais importantes da empresa. Delegar funções também trará mais confiança aos colaboradores.

Separe as contas da empresa 
Um dos principais erros do empreendedor iniciante está em mesclar as contas pessoais com as da empresa. Essa distinção deve ser bem clara e respeitada a todo o momento ao empreender. “Se a esposa do sócio pede algo para um funcionário da empresa, tem desvio não só de dinheiro, mas de função”, explica Fernandes. 

Busque opiniões diferentes 
Conforme a empresa vai crescendo e ganhando corpo, não é interessante haver uma centralização das decisões nas mãos de uma pessoa só. O ideal é reunir um conselho administrativo para buscar opiniões, ajudar a empreender e agregar profissionais com visão de mercado. Empreender é um processo coletivo. 

Consulte um especialista 
Busque conhecimento com profissionais que já sabem empreender, ou especialistas em outras áreas mais específicas como consultorias jurídicas e contábeis. Assim, além de minimizar riscos, os consultores poderão sempre indicar um caminho mais adequado para empreender o seu novo negócio.

Fonte da Imagem: Corbis Imagens 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Um futuro com mídias integradas

A tecnologia é um agente causador da mudança. Conforme uma nova tecnologia surge, as antigas precisam se reinventar, ou então cairão em desuso e ficarão obsoletas. É isso que vem acontecendo com as mídias tradicionais desde o surgimento da internet. A web tem a capacidade de incorporar rádio, televisão, jornal e revista em um único lugar, com o diferencial de ser mais democrática e permitir que o usuário, além de ver e ouvir, possa também participar do diálogo. Com isso, as outras mídias precisaram começar a se adaptar. 

A televisão, um dos meios de comunicação mais populares do mundo, hoje vive esse dilema, uma vez que rádios, jornais e revistas mergulharam de cabeça na internet, mudando seus padrões para atender a um público mais dinâmico e bem informado. Com isso, a TV está ficando para trás. Existem relatos vindos de agências de publicidade que dizem que existem casos de clientes que estão migrando toda a verba de comunicação para veículos online. 

Mas por que a TV sofre? 
Os canais de televisão não estavam acostumados com o diálogo com seu espectador, pois a televisão sempre foi uma canal unilateral de repasse de informações. Ou seja, a TV fala, enquanto você escuta, apenas. Não significa que, com isso, a televisão brasileira esteja perdendo força, mas isso pode acontecer num futuro próximo, caso as emissoras não se atualizem. 

Especialistas afirmam que a revolução da TV ainda irá acontecer e que o futuro reside numa mídia integrada, como já acontece entre outros canais. "Hoje, a TV ainda é muito forte para construir uma marca. Acredito que, no futuro, tudo será integrado", afirma Maurício Morgado, pesquisador do Centro de Excelência em Varejo da FGV-EAESP (GVcev). Aos poucos, essa integração começa a acontecer de maneira mais sólida.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Comércio internacional para desafogar a crise


A crise internacional mundial, que começou em 2008, ainda não foi totalmente superada. A cada dia, novos pacotes econômicos, novas medidas e novas diretrizes acontecem, mas pouca solução definitiva é vista. O Fundo Monetário Internacional emitiu um levantamento dizendo que, ainda em 2014, as estimativas de crescimento serão menores do que as obtidas entre 1995 e 2004.


Em meio a esse cenário de insegurança e desconhecimento do futuro, surgem diretrizes que aumentam o protecionismo dos mercados internos, principalmente nos países que foram menos afetados pela crise, enquanto os países em recessão lutam para abrir seus mercados para o mundo.


É justamente essa a linha que os especialistas acreditam ser a ideal para superar a crise: o investimento no comércio internacional. Os países, por questões de segurança financeira, têm preferido acordos bilaterais. O Brasil, por sua vez, continua preso às regras do Mercosul, que o impede de negociar isoladamente com outros parceiros.

Em meio a esse burburinho, surge novamente a especulação sobre a criação de uma área de livre comércio, pautada entre Estados Unidos e União Europeia. O professor Ernesto Lozardo, economista e docente da FGV-EAESP, analisa essa situação e diz que existe benefício unilateral na questão. “A criação da maior área de livre comércio do mundo poderá mais atrapalhar do que ajudar a OMC. Esse acordo atrasaria ainda mais Doha, que representaria a salvação da Europa no comércio mundial”, afirma o economista. “A crise de regras no comércio global está fragilizando o organismo multilateral”, completa.

Fonte da Imagem: Corbis Imagens

segunda-feira, 27 de maio de 2013

A globalização da América Latina

Desde a colonização da América do Sul por parte de portugueses e espanhóis, surgiu uma espécie de barreira invisível que separaria a América Latina em duas. De um lado, a colonização espanhola; de outro, a portuguesa. E quem diria que seus reflexos seriam tão sentidos até os dias de hoje. Não apenas pela questão do idioma (que talvez realmente seja o maior entrave), mas também por uma questão cultural e de pensamento.


A globalização, como o próprio nome sagazmente sugere, é um assunto que envolve todo o globo. Não apenas Estados Unidos ou Europa, como passaram a crer alguns profissionais brasileiros. Ser um profissional com experiência global, não significa ter vivência nesses mercados de “primeiro mundo”, mas sim conhecer o mercado de forma global, e isso quer dizer conhecer outros idiomas, culturas e mercados.


Luiz Carlos Cabrera, professor da FGV-EAESP, relata, em texto próprio, que hoje, com as crises na Europa e nos Estados Unidos, a América Latina se tornou a melhor opção para profissionais globais. Estima-se que os PIBs de Peru e Chile cresçam acima da casa dos 5%. O da Colômbia está estimado em 4,5%, do México em 3,5%. E todos estes países estarão atentos à movimentação do mercado brasileiro. “É preciso deixar para trás o ar prepotente com que o brasileiro olha para estes mercados e começar a perceber como eles se modernizaram e reforçaram suas instituições, aumentando a qualidade de vida, de educação e segurança que, hoje, não deixam a desejar em relação à nossa e que, em alguns quesitos, são até superiores”, concluiu o professor.

Fonte da imagem: Corbis Imagens


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Vale a pena fazer um MBA?


Conforme os profissionais vão crescendo dentro de suas corporações e a vida corporativa fica mais acirrada e disputada, é preciso buscar novos diferenciais. É quase sempre nesse momento que a pessoa decide (ou pelo menos cogita) se atualizar. Nessa hora, muitas dúvidas surgem, e a mais cruel, arrebatadora e difícil de responder é: Realmente vale a pena fazer um MBA? 

Essa é a questão maior, mas a partir dela, é possível extrair uma série de outras perguntas menores, também diretamente envolvidas, como: Quais são os benefícios que um MBA trará para minha carreira? Poderei sentir os reflexos do curso a curto prazo? As competências da grade curricular do curso irão atender às minhas necessidades práticas de mercado? E assim por diante. 

Durante a banca examinadora de uma aluna do Mestrado Profissional em Administração de Empresas (MPA) da FGV-EAESP, cujo tema era: "Percepção dos alunos sobre o impacto de curto prazo dos cursos de MBA em suas carreiras", foram apresentados diversos referenciais teóricos consistentes sobre tais questionamentos. A questão principal da pesquisa era justamente essa: como os alunos recém-formados, ou em vias de, percebiam os impactos dos cursos em suas carreiras, especialmente os critérios subjetivos, como autoconfiança, atratividade, prestígio e motivação? 

O estudo não tem um caráter conclusivo, e por isso, destaca de maneira bem ampla todos os aspectos percebidos durante a pesquisa, tanto para o lado positivo como para o negativo, evidenciando que depende de cada profissional escolher o direcionamento de sua carreira. 

Fonte: Corbis Imagens

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Jovens empreendedores investem em fazer o bem

Eles são jovens estudiosos, inteligentes e inovadores. Não são acomodados, se destacam por onde passam e atraem olhares de gestores ansiosos por contar com eles em suas empresas. Alguns até chegam a trabalhar em certas companhias, mas logo percebem que isso não é pra eles. São os novos empreendedores, que não se contentam em apenas acumular riquezas ou com o “sucesso” em sua definição de mercado.

Para esses novos empreendedores, o que realmente importa é fazer o bem para os outros e, com isso, garantir o seu dinheiro. Eles são empreendedores com causa, que acreditam que o sucesso não está em uma conta bancária gorda, mas sim em fazer o que realmente gosta e acredita.

Ao contrário do que acontecia na década de 60, com o movimento hippie, que acreditava que o monstro do capitalismo devia ser combatido a qualquer custo, esses novos empreendedores usam do sistema capitalista para promover o bem mútuo. É o caso de Eduardo Bontempo, ex-aluno da Fundação Getulio Vargas, que foi um dos fundadores da Geekie, uma empresa que se dedica a fornecer planos de estudos que se adequassem a capacidade de aprendizado de cada pessoa.

Previsões apontam que pelo menos R$250 milhões serão investidos em negócios sociais no Brasil, para este ano de 2013, e a tendência começa a se espalhar também pelas universidades. A FGV-EAESP possui uma matéria opcional, chamada Negócios de Impacto Social. Neste ano, alunos da EAESP irão prestar auxílio a jovens que vivem na comunidade carente do Heliópolis, em São Paulo, montando plano de negócios para estabelecimentos locais.

Esse é o capitalismo do futuro, que foca que não existe o conceito de que ricos fazem negócio e pobres vivem de caridade.

Fonte da imagem: Corbis Images 

A Economia Verde e o seu papel no mundo

No último dia 20, aconteceu, na FGV-EAESP, uma palestra dupla sobre o tema sustentabilidade. As palestras “O Papel do Marketing Verde no Mundo Empresarial” e “Economia Verde: Uma visão da sociedade civil organizada” foram conversas rápidas entre alunos e palestrantes, contando com o professor Aron Belinky, da FGV-EAESP, do Centro de Estudos em Sustentabilidade da GV, e Matthew Shirts, jornalista responsável pela revista Planeta Sustentável.

O professor Belinky focou sua palestra na evolução da sustentabilidade através dos tempos e nos próximos passos dessa caminhada que estão sendo dados. Na conversa, Belinky focou no desafio central da sustentabilidade, que ele definiu da seguinte maneira: “Utilizar o poder da linguagem econômica para dar centralidade/força às propostas de justiça social e ambiental enquanto, ao mesmo tempo, evitar os riscos e efeitos colaterais da apropriação indevida de propostas pelo sistema hegemônico”. O sistema chamado de hegemônico pelo professor é o do consumismo desenfreado, que não leva em conta os problemas do mundo, apenas o “eu quero, eu posso, eu pago”.

Na segunda parte da palestra, o jornalista Matthew Shirts falou sobre a revista Planeta Sustentável. O trâmite do lançamento da revista girou em torno de oferecer publicidade para as revistas da Editora Abril, em troca das revistas falarem sobre sustentabilidade em suas reportagens. O resultado foi que das 52 revistas de editora, 38 aceitaram e começaram a publicar sobre o tema periodicamente. Ao longo dos anos, a revista eletrônica Planeta Sustentável foi evoluindo e, atualmente, possui cerca de 20 milhões de leitores no Brasil. E sobre o tema, Shirts é categórico ao dizer: “Hoje, eu considero a sustentabilidade o único assunto no mundo”.

terça-feira, 21 de maio de 2013

“Coach”: um guia para o sucesso

Pessoas que aconselham podem realmente ajudar a superar momentos difíceis, quando estão mais preparadas, possuem a experiência e os conhecimentos necessários para acertar no conselho. Esse conceito é basicamente o mesmo no mundo dos negócios e existe um termo exato para classificar o profissional que “aconselha” os executivos das empresas a tomar o caminho certo: coach, termo em inglês usado para os técnicos dos esportes.

O coach é um profissional com experiência, muita bagagem em grandes empresas, que vivenciou e participou de muitos cases de sucesso e possui o know-how para tomar decisões importantes e aconselhar os executivos da maneira mais lucrativa para a empresa. Não é fácil fazer um CEO ouvir outras pessoas, ainda mais quando se trata de sua própria empresa, por isso, o coach precisa ser altamente qualificado, com experiência sólida no mercado e formação em comportamento humano.

É normal sentir uma grande resistência por parte dos executivos da empresa. “Há ainda alguns preconceitos dos próprios CEOs", afirma Luiz Carlos Cabrera, consultor e professor da FGV-EAESP de São Paulo. "São raros os que admitem ter passado por um processo de coach, pois há o receio de que a ajuda signifique fraqueza da parte deles. Há ainda a preferência por manter a imagem de heróis solitários, mas isso está mudando com o passar do tempo", concluiu. Por isso, é fundamental a colaboração entre as partes, para que haja frutos a serem colhidos.

O mais importante para uma empresa, ao passar por um processo de coaching, é a continuidade do trabalho e a consciência de que esse é um projeto a longo prazo. Quando o executivo aceita a presença do coach e começa a conversar com ele, o trabalho passa a fluir melhor e a relação entre eles se fixa. A partir daí, não é incomum ver um coach que, além de fazer seu trabalho, também acaba virando psicólogo e ombro amigo.

Fonte da imagem: Corbis Images 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O dilema da criatividade

Fator chave nos agentes causadores de transformação, a criatividade não funciona como o pensamento lógico ou matemático, nos quais o esforço e concentração servem para manter a linha de raciocínio. Não, estudiosos afirmam que a criatividade funciona de maneira diferente. Eles dizem que a criatividade está associada ao estado que eles chamam de “fluxo”, uma condição de imersão total em atividade criativa, com entrega total ao dever, que chega a ser considerado um estágio de perda da autoconsciência. Nos cérebros estudados, foi percebida uma mudança significativa na atividade cerebral durante improvisação criativa, que ocorre sem qualquer interferência, supervisão ou controle. Ou seja, a criatividade é uma condição cerebral específica, na qual o cérebro passa por uma “recalibragem”, e isso permite à pessoa atingir o estágio de fluxo, resultando em algo completamente criativo, novo e original.

Estudos indicam que esse potencial criativo precisa de algumas condições ideais para se desenvolver. Organizações com estruturas hierarquizadas, culturas organizacionais coercitivas, chefes centralizadores e ambientes onde existe competitividade hostil minam a criatividade. Mas se isso é tão óbvio assim, por que as empresas insistem nesse modelo que sufoca o processo criativo?

Alexandre Romeiro, em sua dissertação de mestrado à FGV-EAESP, fez um estudo com profissionais que são entre os que mais fazem uso da criatividade como modelo corporativo: os publicitários.

Romeiro concluiu que os profissionais que mais deveriam ser afáveis à criatividade, na verdade, são os que a tratam na base da pressão e tensão. Nada mais prejudicial ao fluxo criativo que isso.

Romeiro destaca quais são os fatores mais prejudiciais e que as agências de propaganda insistem em manter: a natureza coletiva do trabalho, a pressão do tempo e a tensão entre a inovação e a aceitação. Com isso a criatividade vive na corda-bamba, não só nas agências. O mercado hoje em dia celebra a inovação, mas se esquece de que o pai da inovação é a criatividade. E hoje, ser um criativo é conviver diariamente com a incerteza e a frustração.

Fonte da imagem: Corbis Images 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Fórum Nacional de Coaching

O Fórum Nacional ABRH de Coaching é um evento voltado para os profissionais da área de gestão de pessoas. O objetivo do evento é reunir profissionais, trocar conhecimentos, conceitos, práticas, estratégias e tendências em coaching. Pessoas de todos os cantos do Brasil e do mundo estarão presentes nesse evento, em busca de capacitação.

O evento acontecerá entre os dias 27 e 28 de junho, na Firjan, Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, na capital da cidade. Durante o evento, os participantes conhecerão mais sobre o conceito de coaching, como obter resultados significativos, modelos praticados, e técnicas e abordagem e aplicações práticas.

Além disso, uma pesquisa inédita, feita com cerca de 130 profissionais de RH sobre as melhores práticas em coaching, será apresentada e discutida. Os resultados desse levantamento serão aprofundados pelos mais credenciados profissionais de gestão de pessoas.

O Fórum Nacional ABRH de Coaching contará com ciclo de palestras de especialistas na área e alguns nomes já estão sendo confirmados. Entre eles, Sigmar Malvezzi, consultor e professor de Psicologia Organizacional da FGV-EAESP.

Fonte da imagem: Corbis Images  

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Lições de empreendedorismo com Bel Pesce

Bel Pesce é uma jovem empreendedora que fez sucesso na internet com seu livro A Menina do Vale, que conta a história dela até chegar ao Vale do Silício, na Califórnia, um dos maiores pólos industriais do mundo, onde era diretora de produtos e comandava uma equipe de 25 homens, com apenas 22 anos de idade. Histórias como a de Bel inspiram jovens que querem ser empreendedores, trilhar os próprios caminhos no mercado de trabalho, abrir a própria empresa e conquistar independência.

A lição mais preciosa que Bel Pesce tenta passar para frente é que nada acontece sem força de vontade e que qualquer um pode se tornar um empreendedor, se decidir que é aquilo que quer. Uma vez que o emprego tradicional não atrai mais os jovens como antigamente, essa é uma área que vem crescendo muito, inclusive dentro das universidades de todo país. A dúvida que fica é se é possível aprender tudo isso na sala de aula, ou se empreender é uma habilidade que já nasce com a pessoa. Para Bel Pesce empreender é um modo de pensar em como um problema maior é quebrado em hipóteses menores e, a partir daí, cada hipótese é testada. “Com perseverança e iniciativa, todos podem empreender", concluiu. 

No outro lado da balança, está o professor coordenador do Centro de Novos Negócios da Fundação Getulio Vargas, Marcelo Marinho Aidar, que acredita que o empreendedor possui uma série de habilidades e características próprias, como capacidade de identificar oportunidades e assumir riscos. "Para empreender, é necessário talento. Não basta aprender a parte técnica”, afirma. Ainda que ele reconheça que a formação específica seja importante para saber lidar com dificuldades. A qualidade de ensino nessa área varia de instituição para instituição, é necessário escolher bem o curso e se dedicar, assim como fez Bel Pesce.

Fonte da imagem: Corbis Images