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terça-feira, 28 de maio de 2013

Comércio internacional para desafogar a crise


A crise internacional mundial, que começou em 2008, ainda não foi totalmente superada. A cada dia, novos pacotes econômicos, novas medidas e novas diretrizes acontecem, mas pouca solução definitiva é vista. O Fundo Monetário Internacional emitiu um levantamento dizendo que, ainda em 2014, as estimativas de crescimento serão menores do que as obtidas entre 1995 e 2004.


Em meio a esse cenário de insegurança e desconhecimento do futuro, surgem diretrizes que aumentam o protecionismo dos mercados internos, principalmente nos países que foram menos afetados pela crise, enquanto os países em recessão lutam para abrir seus mercados para o mundo.


É justamente essa a linha que os especialistas acreditam ser a ideal para superar a crise: o investimento no comércio internacional. Os países, por questões de segurança financeira, têm preferido acordos bilaterais. O Brasil, por sua vez, continua preso às regras do Mercosul, que o impede de negociar isoladamente com outros parceiros.

Em meio a esse burburinho, surge novamente a especulação sobre a criação de uma área de livre comércio, pautada entre Estados Unidos e União Europeia. O professor Ernesto Lozardo, economista e docente da FGV-EAESP, analisa essa situação e diz que existe benefício unilateral na questão. “A criação da maior área de livre comércio do mundo poderá mais atrapalhar do que ajudar a OMC. Esse acordo atrasaria ainda mais Doha, que representaria a salvação da Europa no comércio mundial”, afirma o economista. “A crise de regras no comércio global está fragilizando o organismo multilateral”, completa.

Fonte da Imagem: Corbis Imagens

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Situação no exterior continuará segurando crescimento brasileiro


A economia brasileira não deve crescer com o mesmo otimismo e os bons números de 2010. Isso é um reflexo direto do cenário externo que influenciou profundamente na economia, algo que deve continuar acontecendo em 2013. "Estamos vendo uma mudança no ciclo econômico mundial", diz Celina Ramalho, professora da FGV-EAESP. "Novos países estão emergindo e se tornando hegemônicos, sobretudo China e Índia, e, com isso, o comércio internacional está mudando de formato. Há menos espaço para crescer o comércio com os parceiros tradicionais", completa.

A economia do Brasil sofreu um refreamento ainda maior do que o previsto, o que é claramente comprovado com o pífio crescimento no terceiro trimestre do ano passado – ficando 0,6% abaixo do planejado. "Estamos estagnados, mas muito pelo efeito externo", diz a professora. As incertezas na Zona do Euro e as ações dos bancos centrais levaram a uma freada nos investimentos.

Fatores como cargas tributárias, deficiências de infraestrutura e o câmbio são fatores que diminuem a competitividade da economia brasileira. "Temos que tomar cuidado em não estimular tanto o consumo. Serão bons investimentos que deverão levantar a economia", resume Celina.