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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Até onde vai a confiança?


Quando um empreendedor busca por um fornecedor de capital, é necessário buscar um investidor que realmente compreenda do que se trata o negócio e, para isso, muitos dados importantes e confidenciais devem ser revelados. E é justamente aí que se encontra uma grande preocupação: até quando a divulgação de informações para um investidor pode ser segura para um negócio? O que garante que essa pessoa realmente só está interessada no business, ou se está aproveitando dados para, posteriormente, investir em algo semelhante?

Algumas pessoas pedem para que o investidor assine um acordo documentado de confidencialidade, que pode gerar uma multa, caso haja vazamento de informações. Essa medida paliativa, no entanto, pode gerar um certo desconforto entre as partes que estão negociando. “Muitos investidores não aceitam assinar o acordo, ou teriam que fazer isso 300 vezes por ano.” relata Adalberto Brandão, do Centro de Estudos sobre 'Private Quality', da FGV-EAESP.

Brandão diz ainda que essa relação de confiança entre um empreendedor e um investidor deve ser construída ao longo do tempo e que o exercício constante e saudável do networking é sempre a melhor opção. “Se ficar escondendo o projeto, pode não conseguir executá-lo”, finaliza.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Gestação de negócios


Uma forma bastante interessante de estímulo ao mundo do empreendedorismo, as incubadoras oferecem um ótimo respaldo às pequenas e microempresas para sobreviverem no mercado, já que, de acordo com dados do Sebrae, mais da metade desse tipo de comércio (56%) encerra suas atividades até o terceiro ano de vida.

Esse tipo de negócio surgiu no Brasil em meados da década de 80 e, desde estão, estima-se que haja cerca de 150 incubadoras, com aproximadamente 1100 empresas residentes em potencial para gerar mais de 6.000 novos empregos.

O ambiente mais flexível das incubadoras reduz a “taxa de mortalidade” das empresas, oferecendo uma série de facilidades para estimular o surgimento e amadurecimento de novos empreendimentos a um risco bem menor do que o mercado tradicional – esses custos são subsidiados e rateados.

São muitos os tipos de incubadoras hoje no país. Há as que prezam por negócio a longo prazo, mais de quatro anos, para que construam uma base sólida e influente. No entanto, há também aquelas que priorizam start-ups para crescer: "Há muita cobrança por trabalho, por realizações. O empreendedor lida com o produto de forma mais intensa", aponta Adalberto Brandão, diretor de operações do Centro de Estudo de "Private Equity" da FGV-EAESP.

terça-feira, 15 de maio de 2012

O boom das startups brasileiras

O fortalecimento da economia nacional, juntamente com o desenvolvimento do mercado digital, tem atraído uma verba massiva de fundos de investimentos estrangeiros no país. Inseridos nesse cenário, estão empresas como Peixe Urbano, Netshoes, Viajanet e Dafiti, que protagonizam um movimento inédito da internacionalização de companhias digitais brasileiras.

A atual conjuntura do mercado e economia é resultado do grau de maturação do mercado de internet brasileiro. Apenas em 2011, o país teve mais de 2 mil empresas desse ramo abertas, o que é três vezes maior que o número computado dois anos antes, de acordo com um balanço realizado pelo Instituto Inovação, entidade de fomento ao empreendedorismo.

Segundo um estudo realizado pelo Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital da FGV-EAESP, os investimentos saltaram dos US$ 6 bilhões, em 2004, para US$ 43 bilhões, em 2010. Apenas no ano passado, o montante destinado aos iniciantes da área de tecnologia e web ultrapassou os US$ 750 milhões. Ainda de acordo com a pesquisa, o Brasil será palco de grandes empresas da área digital.

A previsão é que o mercado atinja a marca de US$ 1 bilhão até o final deste ano. Apesar do dinheiro dos investidores auxiliarem muito na economia, o capital humano anda em defasagem em território nacional.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Investimento em startups é positivo para economia

Os investimentos de fundos estrangeiros e nacionais em startups brasileiras nunca estiveram tão crescentes e concretos como atualmente. Segundo o Centro de Estudos em Private Equity Venture Capital da FGV-EAESP, o valor aplicado em 2011 beirou os US$4,5 bilhões.

Em contraposição a um investimento saudável, o mercado passa a enfrentar outra crise, já que alguns empreendedores sofrem com a falta de intimidade neste tipo de investimento. Os empresários brasileiros dominam com excelência o negócio, porém, sem dominar muito a mecânica do investimento.

Para o Presidente da Associação Brasileira de Private Equity Venture Capital, Clovis Meurer, passar confiança é a principal carta na manga de um empreendedor, já que, assim, ele atesta sua seriedade e comprometimento com o investimento. “A cultura do novo sempre gera insegurança, e, por isso, aqui no Brasil, se torna tão necessário provar o comprometimento em fazer os investimentos darem certo”, explica.

Apesar de mais recentes, os investimentos em startups brasileiras tendem a ser muito promissores para todo o mercado.