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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pequena grande empresa


Um projeto de lei que está tramitando no Congresso quer facilitar a criação de sociedades anônimas. De acordo com o texto, empresas com patrimônio líquido inferior a R$ 48 milhões estariam dispensadas de divulgar suas informações para sociedade, exigindo apenas sua inserção em sítio próprio na rede mundial de computadores.

Mas aqui cabe um ponto a ser analisado. Os cidadãos não deveriam ter o direito de saber de quem estão comprando ou contratando para prestar serviços para eles? O professor William Eid Junior, da FGV-EAESP afirma, em texto próprio, que o governo, cidadãos, clientes e fornecedores têm que ter segurança quando estabelecem relações com empresas, principalmente a longo prazo, e isso só acontecerá se as informações estiverem disponíveis para todos eles. No Brasil, a legislação exige que sociedades anônimas de capital aberto ou fechado divulguem de forma ampla suas informações, desde que seu faturamento líquido seja de pelo menos R$ 1 milhão e tenha mínimo de 25 acionistas (lei 6.404 art. 294).

Mas o que é uma empresa grande? É possível classificar apenas por seu faturamento e número de acionistas? A lei 11.638/2007 considera grande empresa aquela que tem ativos superiores a R$ 240 milhões ou receita bruta superior a R$ 300 milhões no último período, enquanto a supracitada lei 6.404/ 1976 exige números diferentes para divulgação das informações.

A iniciativa de incentivar a criação de pequenas empresas deve ser louvada, sim. Mas o professor William Eid Junior afirma que é fundamental deixar bem delimitado quando a empresa é grande ou não é. E isso não deve ser feito através de uma única classificação, como o faturamento. Existe uma gama de indicadores que podem definir o tamanho de uma empresa, e um padrão deve ser adotado para essa classificação. Essa obrigatoriedade ou não de divulgar informações da empresa deve considerar o impacto que isso causaria na sociedade.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Financiamento para o negócio próprio


Começar um pequeno negócio no Brasil ainda é difícil. Mesmo com a recente facilidade para conseguir empréstimos a juros mais baixos, levantar os recursos necessários ainda exige diversas outras burocracias.

Uma primeira dica é não imobilizar capital, deixando, assim, uma reserva para quando precisar. Assim, em vez de comprar um ponto comercial, alugue. “O custo do aluguel varia entre 0,5% a 1% do valor do imóvel, seguramente bem menor do que as taxas de juros que você terá que pagar ao solicitar empréstimos bancários”, diz Tales Andreassi, professor e coordenador do Centro de estudos em Empreendedorismo da FGV-EAESP.

Uma das formas mais práticas é recorrer às linhas de financiamento bancárias específicas para compra de máquinas, equipamentos ou veículos. Nesses casos, as taxas de juros são consideravelmente menores do que outras linhas, porque esses bens funcionam como a própria garantia do empréstimo. Tenha certeza de fazer uma boa pesquisa das ofertas de crédito e não aceite a primeira proposta que seu gerente oferecer. “Procure também linhas específicas de crédito, criadas para determinado propósito, por exemplo, para o estabelecimento de franquias ou investimentos em inovação, pois nesses casos as taxas também costumam ser menores”, completa Andreassi.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Maior destaque nas empresas


Mais de 460 mil negócios, entre grandes e pequenas empresas, foram abertas em 2007. Desse total, quase metade (48%) já fecharam as portas cerca de três anos depois, em 2010. As micro (até 9 funcionários) tiveram a taxa de sobrevivência, no período, de 51%; as pequenas (10 a 49 empregados), em 79% e 82,3% para as médias empresas (entre 50 e 249 funcionários).

Segundo o IBGE, as microempresas que trabalham com tratamento e distribuição de água possuem atividades que apresentaram maior taxa de sobrevivência no período, mais de 80%. Logo após, estão as áreas jurídica/auditoria/contábil (65%) e fabricação de máquinas e equipamentos (63%).

De acordo com outros dados do IBGE, a taxa de sobrevivência é maior em segmentos de atividades que exigem um grau maior de escolaridade, conhecimento específico e capital. Para Renê José Rodrigues Fernandes, gerente de projetos do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV, a maioria dos empreendimentos fecha por falta de planejamento financeiro adequado e foco.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Passando o bastão


É possível ensinar alguém a empreender? Alguns especialistas dizem que esse “dom” é congênito, enquanto outros pensam que seja possível estimular e ensinar essa prática na universidade.

Gilberto Sarfati, professor da FGV-EAESP, acredita que tudo pode ser ensinado, inclusive, como despertar nas pessoas o espírito empreendedor. “Percebemos que a maioria dos alunos entra na faculdade sem nem pensar em empreender. Mas isso muda com o tempo. O número de alunos que quer abrir um negócio próprio tem crescido dentro da faculdade e alguns deles começam a empreender ainda dentro da instituição”, acredita o professor.

Para isso, diz o professor, o planejamento é essencial. Pesquisas indicam que os principais motivos para o insucesso das pequenas empresas são a falta de experiência e capacidade de gestão. O empreendedor não precisa ser um especialista nessas áreas, uma vez que, mais cedo ou mais tarde, ele poderá contratar pessoas especializadas nelas. Mas precisa ter uma boa noção para conseguir acompanhá-las — afinal, é o presidente da empresa que está fundando.

Segundo Sarfati, a proliferação de cursos de gestão de negócios no mundo é um ponto muito positivo, pois mostra o aumento da cultura empreendedora e as pequenas empresas têm conseguido cada vez mais espaço no concorrido mercado: “Agora, o próximo passo é aumentar a especificidade desses cursos para que eles sejam mais focados nos pequenos negócios”, conclui o professor.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sonhos lucrativos


“Arrume um trabalho que você gosta e não precisará trabalhar nem mais um dia da vida”, disse o pensador e filósofo chinês Confúcio há mais de 2.500 anos. Trabalhar com que realmente se gosta é um privilégio, e não são todos que conseguem transformar seus sonhos e ideias criativas em atividades realmente lucrativas.

Primeiramente, monte uma lista com algumas atividades que você goste e que acha que poderá transformar em dinheiro (seja criativo, mas realista). As ideias transformadas em grande negócio são inúmeras, o importante é ter foco e perseverança para iniciar um negócio próprio. Não se esqueça: mesmo gostando muito do que faz, como em qualquer negócio, o início é difícil, e no competitivo mercado não há garantias de sucesso. Quando a ideia estiver amadurecida, atue por um bom tempo com uma campanha criativa para adquirir experiência e confiança no negócio. É você quem tem que divulgar o seu trabalho – para que as pessoas conheçam o seu produto ou serviço, e para que a eficaz propaganda “boca a boca” inicie, um longo caminho tem que ser percorrido.

A princípio, como todos os pequenos empreendedores, você poderá montar seu negócio em casa, o “home office”, pensando sempre em expansão. Faça um interessante portfólio do que você oferece e use todas os canais de divulgação possíveis, como internet, redes sociais e demais mídias de baixo custo. Se necessário, encontre um sócio que entenda e se apaixone por sua ideia. Assim, ele exercerá um trabalho tão bom quanto o seu.

Veja alguns cases de sucesso de pequenas empresas:

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Alunos da FGV-EAESP ajudam MPEs a melhorar seus negócios


Alunos dos cursos de Administração de Empresa e Administração Pública da FGV-EAESP estão auxiliando micro e pequenas empresas (MPEs) a identificarem os problemas e falhas em seus negócios e a solucioná-los. A disciplina Projetos Organizacionais tem como objetivo estimular a vivência dos estudantes no mercado de trabalho e proporcionar benefícios aos empreendedores que participam dela.

De acordo com o professor e coordenador do Fórum de Inovação da FGV-EAESP, professor Marcos Augusto Vasconcellos, as empresas envolvidas têm a oportunidade de rever seus processos e aperfeiçoá-los a partir de um plano de melhorias e inovação, apresentado pelos alunos ao final do semestre.

A disciplina funciona como uma espécie de consultoria, na qual um grupo de alunos escolhe uma empresa participante e visita a companhia durante seis meses. Após esse período, o grupo identifica os principais problemas operacionais e propõe soluções.

Se você tem interesse em inscrever a sua empresa, entre em contato com o CEDEA (Centro de Desenvolvimento do Ensino e da Aprendizagem) através do e-mail: cedea@fgv.br ou pelo telefone (11) 3799-3207. Apenas empresas da Grande São Paulo podem participar.