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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Os dilemas das empresas familiares


Companhias familiares possuem as mais diversas dimensões; desde as microempresas até as poderosas multinacionais. Geralmente, essas empresas começam com dois ou três sócios, mas ao logo do tempo, diversos outros parentes das gerações seguintes, como filhos e netos, vão se agregando ao negócio e trazendo um possível desequilíbrio na gestão. “Esses problemas são encontrados com muita frequência, e a condição é deixar claro até onde a família deve interferir ou não”, afirma Marcelo Marinho Aidar, coordenador adjunto do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV-EAESP (GVcenn).

Geralmente, empresários procuram se cercar de pessoas confiáveis, mas que muitas vezes, não são competentes para as funções assumidas. A contração de parentes deve ser admitida com regras e com base nas habilidades do profissional, como qualquer outro funcionário. O importante é que a empresa não entre em contradição: se os funcionários têm direitos e obrigações, não é porque é parente do dono que existirão exceções.

Em uma companhia de controle familiar, há naturalmente a mistura das relações empresariais e pessoal-afetivas. Essas relações precisam ser administradas para que não interfiram no dia a dia do negócio. E, se a empresa tem como base os valores do fundador, essa cultura tem que ser mantida. Outro erro, explica Aidar, é que as pessoas ligam profissionalização com “tirar os familiares da empresa”, mas uma gestão profissional não se limita somente a esse aspecto.

Há casos, também, em que os herdeiros seguem outros caminhos e escolhem carreiras que não são ideais para a gestão de uma empresa. “Não adianta fazer um planejamento estratégico, sem considerar a família ou as famílias dessa empresa”, explica Aidar. Nesses casos, é mais indicado que haja uma visão mais imparcial através de um administrador profissional e que os herdeiros façam parte do conselho.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Maior destaque nas empresas


Mais de 460 mil negócios, entre grandes e pequenas empresas, foram abertas em 2007. Desse total, quase metade (48%) já fecharam as portas cerca de três anos depois, em 2010. As micro (até 9 funcionários) tiveram a taxa de sobrevivência, no período, de 51%; as pequenas (10 a 49 empregados), em 79% e 82,3% para as médias empresas (entre 50 e 249 funcionários).

Segundo o IBGE, as microempresas que trabalham com tratamento e distribuição de água possuem atividades que apresentaram maior taxa de sobrevivência no período, mais de 80%. Logo após, estão as áreas jurídica/auditoria/contábil (65%) e fabricação de máquinas e equipamentos (63%).

De acordo com outros dados do IBGE, a taxa de sobrevivência é maior em segmentos de atividades que exigem um grau maior de escolaridade, conhecimento específico e capital. Para Renê José Rodrigues Fernandes, gerente de projetos do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV, a maioria dos empreendimentos fecha por falta de planejamento financeiro adequado e foco.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Empreendedores individuais saem da informalidade


O aumento de 38% de empresas com faturamento bruto de até 5 mil reais por mês e dos empreendedores individuais (ou EI), reflete a saída de uma parcela da população do mercado de trabalho informal. De acordo com um estudo da Sebrae (Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa), dos 2,1 milhões de EIs registrados até abril deste ano, 14% possuíam negócios informais e outros 24% eram trabalhadores sem carteira assinada.

Segundo Tales Andreassi, professor da FGV-EAESP, o aumento da classe é positivo e não deve acarretar saturação no mercado. No entanto, alguns setores devem apresentar um número maior de trabalhadores que deixarão seus cargos para terem a experiência de empreender: “Eles deixam o emprego quando veem que o negócio próprio está crescendo e precisa de mais atenção”, disse o professor.

Mas para se lançarem no mundo do empreendedorismo, o professor faz um alerta para que esses profissionais planejem e sempre mantenham seus conhecimentos atualizados para sobreviverem no mercado de trabalho. “Deve-se criar uma rede de contatos, fazer cursos, ler livros e enxergar oportunidades dentro do setor em que está.”

Veja a diferença entre as empresas:

EI (Empreendedor Individual) Igual ou menor que R$ 60 mil ou média de R$ 5 mil por mês R$ 31,10 de INSS + R$ 1,00 (comércio/indústria) ou R$ 31,10 de INSS + R$ 5,00 (prestação de serviço)

Microempresa (ME) - Igual ou menor que R$ 360 mil - Varia entre 4% e 17,52% da receita bruta, conforme faturamento da empresa e setor de atuação.

Empresa de Pequeno Porte (EPP) - Superior a R$ 360 mil e igual ou menor que R$ 3,6 milhões. Varia entre 6,48% e 22,9% da receita bruta, conforme faturamento da empresa e setor de atuação *Há um limite extra para exportação. O faturamento máximo anual de uma EPP é de R$ 7,2 milhões, desde que não ultrapasse R$ 3,6 milhões em vendas no mercado interno ou em exportação. (Fonte: Receita Federal)