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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Vida do empreendedor pode ser mais fácil

Após anunciar o projeto do governo que incentiva a inovação entre as empresas brasileiras, o Governo Federal agora lança um novo ministério, voltado para ajudar o micro e pequeno empreendedor. A Secretaria de Micro e Pequena Empresa terá o intuito de ajudar o empreendedor a crescer e, assim, investir, contratar e vender mais. Ao incentivar o empreendedor, o governo federal tenta impulsionar esse grupo importante da economia brasileira, o micro e pequeno empreendedor, responsável por um quinto do PIB brasileiro.  

O professor da FGV-EAESP, Gilberto Sarfati, relata que a simples instalação do ministério não resolve nada. “A Índia tem ministério há mais de 50 anos. Mas está em uma posição pior que o Brasil no relatório Doing Business. Já o Chile não tem ministério e tem sido muito hábil em facilitar a vida do empreendedor”, afirma Sarfati. Segundo o professor, o objetivo do ministério novo deve focar em inovação, capacitação e financiamento ao empreendedor. Outro ponto importante na criação da secretaria é descomplicar a vida do empreendedor, em termos de burocracia na hora de abrir, fechar e manter uma empresa.

Enquanto a iniciativa toma corpo, resta aguardar e esperar que o ministério realmente ajude o pequeno empreendedor. O único entrave é o funcionamento e eficiência dos órgãos públicos no Brasil, que sempre geram dúvidas e incertezas.


Fonte da imagem: Corbis Images 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Até quando as empresas revelam suas informações exigidas?


Atualmente, as empresas brasileiras tem muito mais a explicar. Um índice, denominado Notas Explicativas, mostra a tendência das companhias em adotar um padrão internacional de contabilidade. Mesmo assim, um estudo inédito realizado pela FGV-EAESP mostra que, na realidade, são divulgados menos de 25% das informações requeridas pela International Financial Reporting Standards (IRFS).

Edilene Santos, professora da FGV-EAESP, e uma das coordenadoras da pesquisa, diz que é compreensível que as empresas estejam numa fase de aprendizado, mas ao mesmo tempo "não dá para considerar bom" um índice geral abaixo de 25%. "Se fosse com meus alunos, todos estariam reprovados", completa. No estudo, concluiu-se que, das 366 empresas analisadas (instituições financeiras não participaram), 16% divulgou informações, atingindo o nível máximo de 36%. Diante do baixo índice, os pesquisadores decidiram levar em conta o parágrafo 31 do CPC 26, que diz que a "a entidade não precisa fornecer uma divulgação especifica, requerida por um Pronunciamento Técnico, Interpretação ou Orientação do CPC, se a informação não for material".

Sob essa nova ótica, do total de empresa analisadas, 67 não divulgaram a reconciliação do lucro, 69 disseram que não houve impacto, 92 apontaram uma redução e 138 relataram um aumento no lucro reportado. De acordo com o estudo, foi apurado um índice de cumprimento de 45% para as empresas que não tiveram efeito no lucro e de 72% para as que reportaram um impacto no lucro. "O índice de 72% é boa noticia, mas teoricamente devia ser 100%”, ressalta Edilene.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Investimentos no mercado brasileiro


O Brasil é a maior nação da América do Sul; em termos populacionais (já atingiu a marca dos 200 milhões de habitantes), em questões geográficas (com seus 8.547.403 km2) e economicamente, apresentando um PIB de R$ 4,143 trilhões (2011). Além disso, o país também conta com o maior número de internautas e as maiores receitas de comércio virtual entre os países da região.

Tudo isso fez com que as nações desenvolvidas e em ascensão, voltassem seus olhos e, principalmente, seus investimentos para o mercado brasileiro. A questão da crise pela qual as principais economias mundiais estão passando somente reforça a ideia de que o Brasil é um lugar cada vez mais seguro para investir. "O que está ocorrendo agora reflete o amadurecimento das empresas brasileiras, no sentido de saber que a competição global vem se ampliando e é preciso enfrentá-la para valer", explica a professora Maria Tereza Fleury, diretora da FGV-EAESP.

As empresas nacionais também estão refreando a internacionalização de seus capitais para investir aqui mesmo. Grande parte do capital que o próprio Brasil faz girar chega como forma de empréstimos intercompanhias, em recursos que não estão sendo dirigidos apenas para o mercado financeiro, mas também para os setores de tecnologia, indústria alimentícia, de bens de consumo e recursos naturais – isso, segundo a diretora da EAESP, é um reflexo do aquecimento do mercado interno.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Cuidados com o pós-crise


O fim da crise econômica internacional trará uma situação ambígua para as empresas brasileiras: ao mesmo tempo em que ficarão mais resistentes, por terem enfrentado um forte período de instabilidade, elas também terão que encarar a concorrência das corporações norte-americanas e das asiáticas (as chinesas em especial).

Isso se dá porque a maior parte das companhias internacionais pretendem expandir seus negócios quando a economia se estabilizar, principalmente nos países que conseguiram boa consolidação e que não foram seriamente afetados pela crise, como o Brasil. “Não se deve duvidar do poder de recuperação dos Estados Unidos”, alerta Maria Tereza Fleury, diretora da FGV-EAESP.

Isso vai fazer com que as empresas brasileiras também experimentem a internacionalização e por isso, elas devem crescer cerca de 1% ao ano, nos próximos anos. As companhias do chamado middle market, conhecidas por serem mais tradicionais, estão também mostrando interesse para o mercado exterior. No entanto, mesmo com essas tendências otimistas, um estudo do Banco Central aponta que investir em outros países ainda é muito mais propício para empresas de grande porte.

De acordo com a pesquisa, o Brasil tem cerca de 2300 empresas que investem no exterior, mas o grande montante de investimentos ainda é realizado pela gigantes.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Amadurecimento do mercado brasileiro


Mesmo com a diminuição da internacionalização das empresas brasileiras nos últimos dois anos, um estudo da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet) revela que não houve desinvestimento. Agora, a maior parte do capital que entra no País enviado por empresas brasileiras chega como empréstimos intercompanhias.

Esses recursos não estão indo apenas para o mercado financeiro. De acordo com Maria Tereza Fleury, diretora da FGV-EAESP, isso tem a ver com o aquecimento do mercado interno, com abertura de plantas, principalmente nos setores de alimentos, recursos naturais e bens de consumo.

Essa tática de reingresso de fundos não está sendo aplicada apenas pelo mercado nacional. Fleury afirma, baseada em dados da agência das Nações Unidas para comércio e desenvolvimento – Unctad – que as estatísticas apontam que, desde o ano retrasado, os países emergentes já representavam aproximadamente metade do investimento direto no mundo, mesmo com a crise, que, aliás, não impediu que as companhias brasileiras melhorassem seu desempenho no exterior. "O que está ocorrendo agora reflete o amadurecimento das empresas brasileiras, no sentido de saber que a competição global vem se ampliando e é preciso enfrentá-la para valer", explica a diretora da FGV-EAESP.