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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O sonho de empreender


Para empreender, não basta ser “apenas” um bom administrador. É preciso sonhar, pensar alto! O dono de uma pequena empresa precisa acreditar em seu sonho e fazer seu negócio dar certo. É necessário adotar boas práticas de gestão, aliar a boas ideias e um ótimo relacionamento com a equipe para fazer o time crescer.

Segundo João Baptista Brandão, professor da FGV-EAESP, é um desafio ser um gestor admirado e que faz com que os funcionários se sintam parte do negócio. O professor conta que parece simples, mas estar presente, principalmente quando há problemas no negócio, não faz parte das práticas de muitas pessoas – o negócio exige que o proprietário passe grande parte do dia (e, às vezes, da noite) presente no negócio e passar sempre a mensagem correta aos funcionários. Além de escutar todos os colaboradores, é preciso que o gestor troque ideias, compartilhe experiências e dê um retorno sobre o trabalho aos colaboradores.

Fazer com que os funcionários sejam reconhecidos é uma prática importante e pode vir na forma de um elogio, por exemplo. Para Brandão, o pensamento de que a pessoa “não fez mais nada do que a obrigação” não existe mais. O novo modelo de gestão estimula o desenvolvimento do profissional, e é uma maneira de gerir bem a equipe. Incentivar os estudos, para que o colaborador se prepare melhor e se especialize é outra maneira de conseguir credibilidade para o empresário e o negócio.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Nova forma de controle


Atualmente, muitas empresas defendem a valorização dos funcionários, garantindo colocá-los como centro do foco de gestão. No entanto, esse movimento pode trazer efeitos contrários à equipe, transformando “recursos humanos” em “capital humano” - o que deposita ainda mais responsabilidade sobre os colaboradores e agrega mais riscos à suas decisões.

Segundo Daniel Pereira Andrade, professor da FGV–EAESP, ao considerar-se como capital humano, o trabalhador deixa de se identificar com sua classe e passa a ver os outros trabalhadores como empresas concorrentes, não como companheiros de luta. A resistência coletiva contra formas insidiosas de exploração e perda de direitos se dissolve em um individualismo extremado, que busca apenas a vantagem pessoal.

O professor compara este comportamento ao de um atleta de alto nível, que precisa sempre superar as suas expectativas – e, ao contrário do que se pensa, muitos desses atletas colocam sua saúde em risco, sofrendo repetidas lesões físicas e recorrendo a artifícios externos, como dopping, para atingirem suas metas rigorosas. “Danos análogos ocorrem na saúde mental dos trabalhadores, que são levados ao extremo, e tampouco são raros os casos de recorrência a estimulantes mentais, físicos e mesmo a remédios psiquiátricos para duplicar as suas forças e se adaptar a exigências desumanas”, explica Andrade.

Esse modelo de gestão transforma as pessoas em empresas, exercendo assim, uma nova forma de controle e poder - a vida do funcionário torna-se assim duplamente administrada. “Precisamos, ao contrário, contestar o discurso administrativo, impor limites à sua lógica e abrir espaço para outros valores e sentidos. Somente assim, é possível constituir um mundo de fato mais humano”, acredita o professor.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O Brasil e o “modelo Carnaval” de gestão

O interesse estrangeiro em investir em território nacional não é novidade para ninguém. Ao longo de muitos anos e medidas positivas, o Brasil se tornou um modelo seguro e concreto de economia, que rende bons frutos.

Com os crescentes investimentos em petróleo, no ramo agrícola e em tecnologia, além de sediar os dois maiores eventos esportivos mundiais (Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016), o País se torna destino de diversas e importantes multinacionais.

O modelo de economia não fica retido apenas aos investimentos. A educação já se tornou ponto alto. As empresas nacionais, cada vez mais, investem em seus funcionários. De acordo com Marina Heck, do programa OneMBA, da FGV-EAESP, 90% dos alunos inscritos no OneMBA são financiados por empresas. “No Brasil, também há uma guerra por talento”, completou.

Para estudantes que vêm de fora do país, o Brasil oferece lições que se diferenciam daquelas que possam ser aprendidas em outros países dos BRICs, como a Índia e a China. Há estudantes, por exemplo, que recebem a oportunidade de estudar o Carnaval carioca e entender como um grande evento internacional pode surgir das favelas empobrecidas.

Embora a maior reunião popular do planeta possa parecer com uma festa espontânea, ela também é resultado de meses de treinamento intenso, coreografias meticulosas, e gestão pessoal em escala massiva. O modelo de gestão carinhosamente denominado “Samba Management”, pode ser um modelo para o futuro.