sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Sobre a eficiência no trabalho
Muitas horas de trabalho podem gerar grande estresse entre os profissionais. De acordo com um estudo conduzido pelo International Stress Management Association do Brasil (Isma Brasil), cerca de 62% dos 1000 executivos entrevistados das cidades de São Paulo e Rio Grande do Sul apontam a falta de tempo como fonte de estresse. Pouca gente se planeja direito para cumprir as tarefas. "Se não houver gerenciamento do tempo, o profissional fica refém das circunstâncias", diz João Baptista Brandão, professor da FGV-EAESP.
Tanto o funcionário quanto o chefe precisam estabelecer metas e horários, além de serem transparentes com o que a empresa espera de cada um – o diálogo aberto reflete muito na execução de um trabalho. O período de almoço deve ser respeitado e muito bem aproveitado. Uma soneca entre 15 a 30 minutos melhora a capacidade de atenção e diminui o déficit de atenção, que é o grande causador da perda de rendimento. Esse tempo pode ser usado para ler um livro, revista, ou para outra atividade que desvie a mente um pouco das preocupações do trabalho e relaxar o corpo e a mente.
Ir além do seu trabalho também ajuda muito. Cumprimentar a todos com um sorriso e se mostrar útil pode até ser um sistema para você fazer coisas mais eficientes, mesmo se não houver compensação imediata monetária para isso. Pedir um feedback sobre o trabalho, conversando com o supervisor imediato sobre o que pode ser mudado ou melhorado, é um ponto muito relevante também.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Produtividade técnica
Diversos especialistas estão chamando a atenção para a importância do aprimoramento do ensino técnico para jovens brasileiros. Governos, entidades civis e empresas terão que unir as forças para a qualificação da mão de obra para suprir a demanda de trabalhadores especializados, que o País tanto precisa para crescer. Falando em crescimento econômico, o despontamento que o Brasil teve no cenário internacional deu-se, principalmente, pelo aumento da oferta de crédito e do consumo interno. Sem bases mais sólidas, dificilmente a nação se manterá no patamar atual por muito tempo.
A escassez de profissionais com formações nas áreas de ciência e engenharia é outro grande problema do país. Segundo o Anuário Mundial da Competitividade (WCY, na sigla em inglês), somente 15,2% dos alunos de universidades e faculdades brasileiras estão matriculados em cursos dessas áreas – no Chile, a parcela atinge 29,3% e na China, 55,08%.
A qualificação técnica da mão de obra aqui no Brasil é dependente do chamado Sistema S, formado por instituições criadas pelos setores produtivos e que inclui o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), entre outros. Este conjunto de instituições, no entanto, não atendem à demanda atual das empresas por profissionais. "Embora com avanços nos últimos anos, essa qualificação não está sendo suficiente para atender à demanda atual e muito menos a futura", afirma a diretora da FGV-EAESP, Maria Tereza Fleury.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
A importância do sócio ideal
Quando se escolhe uma pessoa para dividir as responsabilidades de gerir uma empresa, deve-se levar em consideração, em primeiro lugar, o tipo de habilidade que a outra pessoa possui. Se um indivíduo é talentoso na parte criativa, por exemplo, deve buscar as habilidades administrativas e de negócios em um sócio. “Avaliar o que a pessoa vai agregar ao negócio é um dos ingredientes básicos para escolher um sócio”, afirma Marcelo Aidar, professor do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV-EAESP.
Não é necessário preocupar-se em encontrar uma pessoa que pense exatamente igual a você. É importante que haja uma boa convergência de ideias, filosofia empreendedora e visão do negócio, mas nada além disso. Por isso, prepare-se para enfrentar eventuais conflitos de pensamentos, o que, quando ocorre de maneira saudável, traz benefícios para todos na empresa. A amizade é um ingrediente importante, mas só isso não é suficiente, pois o sócio ideal é aquele que agrega competências ou capital ao negócio e complementa necessidades, virtudes e habilidades.
Para startups e negócios mais recentes, o ideal é ter o investidor anjo, que pode ser um parente – os empreendedores mais novos geralmente recorrem ao pai, por incentivarem e investirem mais facilmente em uma nova ideia. É de suma importância que os sócios pratiquem a transparência, honestidade e tenham a mesma visão, valores e ética sobre o negócio. A área de atuação de cada um deve ser bem definida, respeitando o trabalho do outro.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
A nova face da Administração
A Administração de Empresas não deve ser tratada apenas como ciência. É necessário, antes de tudo, que ela seja compreendida pelos próprios gestores também como uma arte: “Em rápida análise das principais companhias existentes no Brasil, torna-se perceptível que a maioria delas tem na técnica sua essência. Mas onde está o valor do indivíduo? Assim como uma partitura, a estratégia pode ser interpretada de diversas maneiras. É impossível que esse processo seja bem-sucedido sem a presença de um protagonista - no caso, o CEO, que, aqui, deixa de ser gestor sistemático e transforma todos da equipe em sujeitos sensíveis, não em programas de computador”, relata Moisés Fry Snizfer, professor dos programas de Mestrado e Doutorado da FGV-EAESP.
Caso a técnica domine as mentes dos colaboradores, as empresas funcionarão seguindo um modelo já bastante surrado e revisto. Os métodos são necessários, mas as atitudes das pessoas, contando com a criatividade inerente ao ser humano, necessitam prevalecer.
As empresas devem entender que a gestão respaldada puramente em livros e teorias pode tornar vítimas do egocentrismo, idiossincrasias e, por que não, da esquizofrenia de um CEO. “ A forma de agir sempre será mais importante para a obtenção de resultados. Por isso, caros CEOs, deixem de lado o by the book e lembrem-se: são os indivíduos que constroem as empresas e o mundo”, completa Snizfer.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Investimentos no mercado brasileiro
O Brasil é a maior nação da América do Sul; em termos populacionais (já atingiu a marca dos 200 milhões de habitantes), em questões geográficas (com seus 8.547.403 km2) e economicamente, apresentando um PIB de R$ 4,143 trilhões (2011). Além disso, o país também conta com o maior número de internautas e as maiores receitas de comércio virtual entre os países da região.
Tudo isso fez com que as nações desenvolvidas e em ascensão, voltassem seus olhos e, principalmente, seus investimentos para o mercado brasileiro. A questão da crise pela qual as principais economias mundiais estão passando somente reforça a ideia de que o Brasil é um lugar cada vez mais seguro para investir. "O que está ocorrendo agora reflete o amadurecimento das empresas brasileiras, no sentido de saber que a competição global vem se ampliando e é preciso enfrentá-la para valer", explica a professora Maria Tereza Fleury, diretora da FGV-EAESP.
As empresas nacionais também estão refreando a internacionalização de seus capitais para investir aqui mesmo. Grande parte do capital que o próprio Brasil faz girar chega como forma de empréstimos intercompanhias, em recursos que não estão sendo dirigidos apenas para o mercado financeiro, mas também para os setores de tecnologia, indústria alimentícia, de bens de consumo e recursos naturais – isso, segundo a diretora da EAESP, é um reflexo do aquecimento do mercado interno.
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Wesley Mendes da Silva, professor da FGV-EAESP, recebe PRÊMIO ITAÚ DE FINANÇAS SUSTENTÁVEIS
Realizado a cada dois anos, este prêmio é uma iniciativa do Banco Itaú de Finanças Sustentáveis, que visa a premiação trabalhos relacionados à Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.
Com o objetivo de estimular a produção de matérias jornalísticas e trabalhos acadêmicos nacionais sobre o tema “Finanças Sustentáveis”, disseminar o conceito e o debate sobre o tema por meio de uma rede estruturada com o público participante do prêmio, fomentar a produção de propostas, artigos, matérias e reportagens vinculadas ao evento Rio+20 sob o tema “Finanças Sustentáveis”.
“Faz parte de um esforço coordenado que estamos empreendendo ao redor do tema da felicidade no Brasil. Ou melhor, a respeito do bem-estar de jovens adultos nós desenvolvemos esse trabalho, que teve foco na inovação em produtos financeiros orientada ao bem-estar financeiro (uso de cartões de crédito)” relata Wesley sobre o trabalho.
Saiba mais sobre a premiação em http://ww2.itau.com.br/sustentabilidade/_/No-itau-unibanco/premio-itau-de-financas-sustentaveis.aspx
Com o objetivo de estimular a produção de matérias jornalísticas e trabalhos acadêmicos nacionais sobre o tema “Finanças Sustentáveis”, disseminar o conceito e o debate sobre o tema por meio de uma rede estruturada com o público participante do prêmio, fomentar a produção de propostas, artigos, matérias e reportagens vinculadas ao evento Rio+20 sob o tema “Finanças Sustentáveis”.
“Faz parte de um esforço coordenado que estamos empreendendo ao redor do tema da felicidade no Brasil. Ou melhor, a respeito do bem-estar de jovens adultos nós desenvolvemos esse trabalho, que teve foco na inovação em produtos financeiros orientada ao bem-estar financeiro (uso de cartões de crédito)” relata Wesley sobre o trabalho.
Saiba mais sobre a premiação em http://ww2.itau.com.br/sustentabilidade/_/No-itau-unibanco/premio-itau-de-financas-sustentaveis.aspx
Empresas seguram postos de trabalho
Apesar de o setor industrial brasileiro ter apresentado um baixo crescimento em 2012, o nível de empregos ficou praticamente estável no último mês. Uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que o nível de pessoas sem trabalho cresceu apensas 0,1% em dois meses. Em contrapartida, a renda média mostrou resultados positivos, já que passou de R$ 1.768,89 em agosto para R$ 1,771,2 no último mês.
Apesar da piora no desempenho, ainda não começaram os cortes de postos de trabalho, isso porque as indústrias ainda apostam na retomada do crescimento para o próximo ano. De acordo com o IBGE, em setembro do ano passado, o setor representava 16,4% do percentual de empregados - no mesmo mês deste ano, esse número caiu para 16%.
Especialistas acreditam que, mesmo com essa queda significativa, o país pode ter resultados melhores em 2012. A professora da FGV-EAESP, Celina Ramalho, diz que a economia brasileira passa por uma fase de acompanhamento de período de eleições, e que o crescimento deverá ser retomado no ano que vem, com, no mínimo, a manutenção ou a criação de novos cargos e melhores salários.
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