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quinta-feira, 14 de março de 2013

Títulos públicos e seus riscos

 O Tesouro Direto é um fundo de investimento de baixo risco, criado pelo Tesouro Nacional, no qual qualquer pessoa física pode investir sem sair de casa – todas as transações são feitas via internet. Mas os investidores que possuem aplicações nesse fundo tiveram uma surpresa negativa em seu extrato de fevereiro. Isso por que o fundo teve uma queda nos últimos 30 dias em resposta ao provável aumento da Selic.

O recuo do Tesouro Direto foi entre 0,49% a 7,53%, um valor considerado alto para um fundo de investimento que quase não possui riscos e rende a uma taxa combinada no momento da compra do título. Segundo Fabio Gallo Garcia, professor de Finanças da FGV-EAESP, esses números servem para lembrar que mesmo a renda fixa possui riscos, mas que, embora tenha havido essa queda, o melhor é não se desesperar e manter o investimento. “No vencimento, eles terão rendimento exatamente da taxa prevista no momento da compra, seja de 7,25% ou mais. Mas até chegar ao vencimento, o que pode ser em 2015 ou 2016, os títulos terão meses de rendimento maior ou perdas. Quem comprou 30 dias atrás e precisou vender antecipadamente realmente perdeu dinheiro”, explica. Pode parecer controverso que um título de renda fixa tenha tido uma queda em resposta a uma alta na taxa básica de juros, mas há motivos para isso. Quem comprou títulos prefixados há mais de 30 dias atrás, fixou sua taxa de retorno em 7,25% - taxa de juros da época.
 Com a alta da Selic para 7,50%, essa aplicação está rendendo abaixo do mercado, o que a deixa menos atraente a novos investidores e acaba baixando o valor do título.


terça-feira, 5 de março de 2013

Certificações e selos de sustentabilidade estimulam empresas e impulsionam


As empresas brasileiras estão cada vez mais preocupadas com a sustentabildade, e o que prova isso é o aumento considerável no número de selos e sistemas de certificação ligados à sustentabilidade, em levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Segundo o órgão, existem mais de 30 selos ligados a esse tema.

No mercado de capitais, a questão começou a ser trabalhada com o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e o Índice Carbono Eficiente (ICO2). Também aumenta, a cada ano, o número de prêmios e rankings para empresas empenhadas em fazer algo além do que separar o lixo em latas coloridas. Essas práticas estimulam as empresas a se manterem dentro dos padrões mínimos requeridos por esses índices, fato que exige mobilização de suas equipes para cumprimento dessas normas. Hoje, mais da metade das empresas que negociam ações na bolsa brasileira relatam suas atividades sustentáveis, e as que não relatam justificam o porquê disso.

Essa preocupação não é à toa, tendo em vista que o ISE tem desempenho superior às demais carteiras da casa. Em janeiro, por exemplo, o ISE fechou com alta de 0,72% enquanto o Ibovespa teve queda de 1,95%. Comparando os últimos 12 meses o ISE ficou com alta de 14,55%, enquanto Ibovespa ficou com uma queda de 5,25%.

As empresas que fazem parte do ISE dizem receber um apreço de investidores de fundos europeus, principalmente pelas práticas sustentáveis. Embora fazer parte do ISE, por si só, não eleve o valor das ações da empresa, o benefício da sustentabilidade começa a ser notado no ramo empresarial.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Veja 5 dicas para aplicar o dinheiro de investidores na sua empresa

Quando se cria uma startup, uma empresa de pequeno porte e inovadora do ramo da tecnologia, a intenção do empreendedor é conseguir um investidor, uma empresa ou sócio que entre com o capital necessário para fazer a idéia crescer e se tornar uma realidade de mercado. Mas, muitas vezes, o gerenciamento do empreendedor pode ser atrapalhado pela ansiedade ao lidar com os altos valores ou a inexperiência na gestão de um negócio.

Cláudio Furtado, diretor executivo do Centro de Private Equity e Venture Capital da FGV-EAESP, afirma que o empreendedor pode gerenciar melhor os recursos quando ouve o investidor, pois na maioria das vezes ele possui mais know-how de mercado. “Ele tem mais conhecimento de negócio do que o empresário. Tem de haver transparência de informações entre dois. É como se fosse um casamento”, afirma Furtado.

É fundamental que o empreendedor tenha objetivos bem claros e metas traçadas a cumprir, para não desperdiçar o dinheiro do investidor. Veja 5 dicas de como usar o capital de maneira consciente:

1 – Teste seu produto

Criar protótipos em baixa escala e testá-los em canais de marketing de baixo custo são maneiras de atestar a aceitação do cliente e descobrir possíveis falhas.

2 – Investimento em tecnologia

O objetivo de uma startup é crescer em ritmo acelerado, por isso, é necessário ter um investimento em softwares e tecnologias que suportem esse ritmo de crescimento.

3 – Equipe qualificada

Profissionais qualificados ajudam uma empresa a acelerar seu ritmo de crescimento. É necessário ter pessoas de confiança em alguns setores chave da empresa.

4 – Converse e escute os investidores

Esteja sempre aberto a conversar com os investidores. Eles geralmente conhecem o mercado e podem dar sugestões e ideias pertinentes.

5 – Acompanhe os resultados

Gerar relatórios não deve ser apenas uma função que o empreendedor deve apresentar ao investidor. Ele tem como obrigação acompanhar os resultados por conta própria, para saber onde investir, ou se há necessidade de ampliar ou revisar o plano de negócios.

Ter uma startup com aporte de um grande investidor não significa que o empreendimento atingiu o sucesso, é necessário trabalhar para reverter todo o capital investido em lucro, e dedicação, foco no resultado e ter um bom relacionamento com o investidor podem ser os fatores chave para o sucesso do
negócio.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Tempo é dinheiro


Propiciar ambientes adequados para que empreendedores consigam realizar seus projetos com apoio de investidores é bastante comum nos Estados Unidos, onde há uma verdadeira indústria em matéria de investimento. Essa cultura norte-americana para os negócios, cujo desafio de quem está buscando essas verbas é, “basicamente”, convencer um executivo-investidor, durante o tempo de um café, por exemplo, que vale a pena marcar uma hora em sua agenda para ouvir detalhes sobre uma ideia de negócio, está se globalizando cada vez mais.

Mostrar o plano de negócios, todos os potenciais de mercado, mantendo um tom seguro diante do(s) ouvintes(s), requer algumas horas de treino e habilidade. Um dos grandes desafios nesses encontros é escolher as palavras certas para dizer, sucintamente, o que seria possível contar ao longo do tempo que um executivo de negócios proporciona em sua abarrotada agenda.

Além disso, os investidores sabem o quão rápido é o crescimento e desenvolvimento das empresas atuais, principalmente as que estão ligadas ao setor de tecnologia, como os serviços de internet. O boom de aceleradoras é um reflexo do aquecimento desse mercado no Brasil. Segundo dados do Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital (GVcepe), da FGV-EAESP, o volume de capital aplicado em empresas iniciantes com base tecnológica tem crescido, desde 2005, mais de 50% ao ano. Isso está criando um novo modelo de gestão e investimentos no setor, no qual muitos empresários estão correndo contra o tempo para conseguirem capital para seus negócios.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

FGV faz ranking com os melhores gestores de fundos


Mesmo com o pífio crescimento da economia brasileira em 2012, acentuado pelas incertezas do cenário internacional, o ranking exclusivo criado pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas aponta quais foram os três grandes bancos que se destacaram na categoria gestão de investimentos: o Bradesco, em ações; o Banco do Brasil, em renda fixa, e o HSBC, em multimercado.

No ranking elaborado pela FGV-EAESP, foram analisados 300 fundos com patrimônio líquido superior a 5 milhões de reais e valor mínimo de depósito de até 50.000 reais. Numa pontuação que vai de uma a cinco estrelas, a instituição elencou as aplicações com a melhor relação entre risco e retorno. Para uma boa qualificação, o rendimento deve ter boa rentabilidade e pouca oscilação no mercado. "O ranking privilegiou o alto desempenho com baixo risco e menores taxas”, diz Ricardo Rochman, professor de finanças da FGV-EAESP e coordenador da pesquisa.

O intuito da pesquisa é formar um guia nesse momento de maior turbulência na economia, no qual o papel do gestor é facilitar a vida dos investidores. Especialistas afirmam que o ano de 2013 será desafiador para a economia. Os investidores terão que correr mais riscos e aplicar a longo prazo, uma vez que a rentabilidade dos fundos de renda fixa estará bem mais fixada em títulos privados e bem menos às taxas de juros (que estão menores), como ocorria até então.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Queda de juros aumenta o risco de crédito


Saber avaliar o risco é uma característica importante do investidor de crédito, pois esse é o caminho para cobrar do gestor a rentabilidade que se merece. Segundo o professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas, William Eid, o risco de crédito é um dos mais negligenciados pelos investidores. No entanto, o brasileiro começará a conviver com esta nova categoria.

Ter plena noção do que acontece com a carteira do fundo é a primeira iniciativa a ser tomada. Os gestores avaliam que o primeiro aspecto a se prestar atenção é a diversificação da carteira, já que, de um modo geral, o regulamento do fundo define a exposição máxima a uma única operação de crédito, e ela costuma variar de 1% a 10%.

Prestar atenção na compatibilidade entre o prazo para resgate e a liquidez dos papéis que estão em carteira é outro ponto de grande importância. Se os dois estiverem desconectados, pode ser que o gestor tenha que vender, às pressas, ativos que estão na carteira, a preços nem sempre favoráveis, prejudicando, assim, a rentabilidade do fundo.

Saber avaliar é uma característica essencial ao gestor, quando relacionada ao crédito privado, e isso o caracteriza, já que, após uma operação, a volatilidade ao longo do processo é enganadora. No caso de operações problemáticas, o investidor deve se atentar à qualidade das garantias que a suportavam e como a situação foi resolvida.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Influência da queda dos juros nos Fundos de Investimentos


Com a diminuição contínua dos juros, gestores de fundos e investidores estão enfrentando um cenário poucas vezes antes visto no Brasil. Enquanto os gestores procuram por uma equação perfeita para colocar seus recursos, os outros estão vendo cada vez menos riscos para as aplicações.

William Eid, coordenador do GVcef (Centro de Estudos em Finanças da FGV-EAESP), diz que não é preciso que todos os fundos ofereçam liquidez diária, como hoje. “Os investidores tendem a reservar apenas urna porção da carteira para emergências e vão buscar produtos mais inteligentes”, relatou o coordenador.

Esse levantamento da GVcef mostra também outras novidades que tendem a ser cada vez mais frequentes no mercado. Uma delas é o grande crescimento de produtos com carência para resgates cada vez maiores, nos quais os investidores avisam com antecedência sobre sua salda do fundo e, dessa forma, é possível ao gestor vender ativos menos líquidos. "Principalmente butiques devem oferecer produtos com esta característica. Grandes bancos ainda não têm tanta necessidade, mas vão sentir", diz Eid.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Professor da FGV diz que brasileiro precisa aprender a investir


De acordo com o professor da FGV, Willian Eid, as pessoas no Brasil ainda precisam ser “alfabetizadas em investimento”, porque faltam conhecimentos básicos para entender sobre o produto e a tributação inerente. Desde março, uma parceria entre a GVcef (Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas) e a BBDTVM, do Banco do Brasil, vem ministrando uma série de cursos para educar os investidores e difundir os conhecimentos sobre fundos de investimentos.

O fato é que o investidor pessoa física não necessita buscar informações complexas, como a projeção do PIB ou um relatório Focus para se iniciar no segmento – basta saber o mínimo para escolher um produto de investimento com consciência. Não é preciso ser especialista, há profissionais para isso.

O principal objetivo do curso é atingir os alunos relacionados aos cursos de Economia, mas não somente eles, já que outros profissionais de outras áreas podem se inscrever. As palestras tiveram início no primeiro semestre deste ano e já possuem agenda até o final de 2012. Para saber mais sobre os cursos já realizados e visualizar os próximos, clique aqui.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Competição saudável motiva startups


O mercado de startups nunca esteve tão promissor como nos últimos anos. Segundo dados dos GVcepe (Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital), da FGV-EAESP, o investimento de capital de risco aplicados em empresas iniciantes com base tecnológica tem crescido, desde 2005, cerca de 50% ao ano.

O principal motivo deste crescimento considerável diz respeito a competição saudável que surgiu no mercado, ou seja, o surgimento de aceleradoras e competições que promovem o negócio e despertam a atenção dos investidores. Por meio de palestras, debates, concursos e encontros, o negócio arrecada maneiras de investir em sua ideia.

Esta nova realidade evidencia o fim dos tempos dos empreendedores terem que recorrer a amigos ou parentes, dispostos a apostar em uma nova ideia. Esta mudança de conceito é decorrente dos últimos três anos, já que os fundos de ricos investiram R$ 6,2 bilhões em empresas brasileiras, sendo 15% delas startups nacionais.

Na opinião de Adalberto Brandão, CEO do GVcepe e coordenador do Desafio Brasil, o primeiro passo é testar o produto e modelo de negócio, antes de procurar um investidor.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Proteger para vencer


O mercado de ações tem deixado a maioria dos investidores nacionais e internacionais receosos em relação à situação da economia. Isso porque o desaquecimento da economia brasileira e as turbulências no mercado internacional vêm provocando quedas constantes e significativas nas bolsas de valores, nas últimas semanas.

Apenas no início deste mês, a Bovespa teve queda acumulada de 9,5% e neste primeiro trimestre superou os 13%. A medida acabou por atingir os investimentos em fundos de ações.

Para tentar reverter o cenário, alguns investidores apostaram de maneira arriscada, porém bem sucedida, na reformulação das empresas de telefonia. O resultado tem impulsionado o aquecimento na construção civil.

Investimentos para reaquecer a economia são muito benéficos, mas é necessário que haja cautela nas medidas adotadas. Para o professor de Finanças da FGV-EAESP, Fábio Gallo, é interessante que o investidor comum siga as estratégias dos grandes gestores, desde que saibam como lidar com um ambiente acionário tão volátil.