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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Influência da queda dos juros nos Fundos de Investimentos


Com a diminuição contínua dos juros, gestores de fundos e investidores estão enfrentando um cenário poucas vezes antes visto no Brasil. Enquanto os gestores procuram por uma equação perfeita para colocar seus recursos, os outros estão vendo cada vez menos riscos para as aplicações.

William Eid, coordenador do GVcef (Centro de Estudos em Finanças da FGV-EAESP), diz que não é preciso que todos os fundos ofereçam liquidez diária, como hoje. “Os investidores tendem a reservar apenas urna porção da carteira para emergências e vão buscar produtos mais inteligentes”, relatou o coordenador.

Esse levantamento da GVcef mostra também outras novidades que tendem a ser cada vez mais frequentes no mercado. Uma delas é o grande crescimento de produtos com carência para resgates cada vez maiores, nos quais os investidores avisam com antecedência sobre sua salda do fundo e, dessa forma, é possível ao gestor vender ativos menos líquidos. "Principalmente butiques devem oferecer produtos com esta característica. Grandes bancos ainda não têm tanta necessidade, mas vão sentir", diz Eid.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O caminho para o primeiro milhão


Tradicionalmente, o perfil do milionário brasileiro estava na faixa dos 55 anos de idade, empresário ou oriundo do mercado financeiro e geralmente bastante conservador em seus modelos de investimento. No entanto, esse paradigma está sendo quebrado nos últimos anos com a chegada de uma nova geração, em torno de 35 anos, que está por dentro de novidades tecnológicas e se arrisca em novos modelos de investimento, muitas vezes ligados à internet.

Isso é um reflexo do modelo do mercado brasileiro. Diferentemente do Europeu, cujos acionistas têm como meta principal administrar suas fortunas, as economias emergentes como o Brasil possuem investidores mais jovens e que ainda estão acumulando riquezas. Desde 2007, o Brasil produz cerca de 19 milionários por dia. Isso se deve ao fato de que, as áreas de atuação se proliferaram e se especializaram desde a última década. Com tudo isso, somado a atração dos fundos de investimentos consideravelmente estáveis no Brasil e a abertura de capital de diversas empresas nacionais, tem-se o plano de fundo para a proliferação dos milionários.

Segundo os especialistas, quem deseja se tornar milionário deve começar cedo, antes dos 30 anos, pois isso reduz o valor a ser poupado mensalmente e traz a vantagem de acumular capital por um período mais longo, o que pode garantir a realização do sonho de maneira mais rápida. Mas é preciso ter paciência: "Ninguém verá 100.000 reais se transformarem em 1 milhão de reais em apenas dois meses", diz William Eid Júnior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da FGV-EAESP.