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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Queda de juros aumenta o risco de crédito


Saber avaliar o risco é uma característica importante do investidor de crédito, pois esse é o caminho para cobrar do gestor a rentabilidade que se merece. Segundo o professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas, William Eid, o risco de crédito é um dos mais negligenciados pelos investidores. No entanto, o brasileiro começará a conviver com esta nova categoria.

Ter plena noção do que acontece com a carteira do fundo é a primeira iniciativa a ser tomada. Os gestores avaliam que o primeiro aspecto a se prestar atenção é a diversificação da carteira, já que, de um modo geral, o regulamento do fundo define a exposição máxima a uma única operação de crédito, e ela costuma variar de 1% a 10%.

Prestar atenção na compatibilidade entre o prazo para resgate e a liquidez dos papéis que estão em carteira é outro ponto de grande importância. Se os dois estiverem desconectados, pode ser que o gestor tenha que vender, às pressas, ativos que estão na carteira, a preços nem sempre favoráveis, prejudicando, assim, a rentabilidade do fundo.

Saber avaliar é uma característica essencial ao gestor, quando relacionada ao crédito privado, e isso o caracteriza, já que, após uma operação, a volatilidade ao longo do processo é enganadora. No caso de operações problemáticas, o investidor deve se atentar à qualidade das garantias que a suportavam e como a situação foi resolvida.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

A hora é do crédito privado


Se aventurar no mundo do crédito privado já é uma verdade para o investidor em fundos, já que a queda dos juros básicos para níveis historicamente baixos não trouxe consigo o tão esperado vigor para a bolsa.

Para se ter uma ideia, no ano de 2010, os títulos de crédito privado representavam 20,6% do patrimônio dos fundos, e no mesmo mês deste ano, eles representavam 23,1%. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) afirma que a parcela da renda variável caiu de 16,1% para 14,2%. O que ocorre é que, além dos investidores acrescerem suas aplicações em fundos que levam crédito no nome, os gestores têm elevado ao máximo esses títulos nas carteiras de renda fixa tradicionais.

As letras financeiras foram as que mais cresceram nas carteiras dos fundos, nos últimos 12 meses, fazendo com que o estoque desses títulos dobrasse no período e atingisse, em agosto, R$ 172,6 bilhões. Com isso, este título tornou-se o principal papel de crédito privado dos fundos, ganhando dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs), bem mais tradicionais e que possuem alta liquidez.

O importante é não esquecer que o crédito privado representa um empréstimo às empresas e instituições financeiras. Como o brasileiro, por conta dos juros altos, sempre foi incentivado a emprestar do governo, com a compra de títulos públicos, o mercado de crédito privado fica pequeno. Portanto, é necessário focar que, sem um histórico longo, é complicado avaliar o risco desses papéis.

O professor William Eid, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas, relata que as grandes ocorrências de inadimplência envolvendo títulos privados ainda são pequenas. “Já tentamos quantificar o risco de crédito no Brasil, mas os eventos são tão raros que isso é inviável”, concluiu Eid.