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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Tempo é dinheiro


Propiciar ambientes adequados para que empreendedores consigam realizar seus projetos com apoio de investidores é bastante comum nos Estados Unidos, onde há uma verdadeira indústria em matéria de investimento. Essa cultura norte-americana para os negócios, cujo desafio de quem está buscando essas verbas é, “basicamente”, convencer um executivo-investidor, durante o tempo de um café, por exemplo, que vale a pena marcar uma hora em sua agenda para ouvir detalhes sobre uma ideia de negócio, está se globalizando cada vez mais.

Mostrar o plano de negócios, todos os potenciais de mercado, mantendo um tom seguro diante do(s) ouvintes(s), requer algumas horas de treino e habilidade. Um dos grandes desafios nesses encontros é escolher as palavras certas para dizer, sucintamente, o que seria possível contar ao longo do tempo que um executivo de negócios proporciona em sua abarrotada agenda.

Além disso, os investidores sabem o quão rápido é o crescimento e desenvolvimento das empresas atuais, principalmente as que estão ligadas ao setor de tecnologia, como os serviços de internet. O boom de aceleradoras é um reflexo do aquecimento desse mercado no Brasil. Segundo dados do Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital (GVcepe), da FGV-EAESP, o volume de capital aplicado em empresas iniciantes com base tecnológica tem crescido, desde 2005, mais de 50% ao ano. Isso está criando um novo modelo de gestão e investimentos no setor, no qual muitos empresários estão correndo contra o tempo para conseguirem capital para seus negócios.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Empresas ainda enfrentam o desafio do planejamento


O planejamento de uma empresa, apesar de ser obrigatório, ainda é muito ignorado por boa parcela dos pequenos e médios empresários do país. Por ser encarado como algo novo, muitos empresários acreditam que apenas um pequeno projeto é a solução dos problemas, o que é um erro enorme, já que é necessário algo bem mais elaborado e centrado, com metas a médio e longo prazo e métodos de controle.

O que faz uma corporação crescer e se fortificar são raciocínio lógico, foco e muita compreensão de mercado por parte do dono da empresa. Começar com planejamentos simples já é um bom caminho, pois são mais fáceis de serem implementados e mantidos.

Um erro bastante comum é não ter uma visão do mercado, olhando apenas pra si mesmo, esquecendo da concorrência e também das preferências de seus clientes. O correto é fazer uma análise externa, prestando atenção nas questões de mercado, nas mudanças da sociedade, assim como nas novas tecnologias que podem impactar o negócio.

No início do ato de empreender, já deve acontecer o plano de negócios, o que nem sempre precisa ser assim. “Há empreendedores bem sucedidos que não são adeptos ao plano de negócios, porque em muitas situações é preciso arriscar, especialmente nos negócios inovadores”, afirmou Marcelo Aidar, coordenador adjunto do Centro de Empreendorismo e Novos Negócios da FGV-EAESP.