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segunda-feira, 6 de maio de 2013

O mundo é delas

Desde a revolução industrial, o mundo mudou muito, e isso não é nenhuma novidade. As tecnologias, o acesso a novos produtos e a lógica da ordem de trabalho, tudo apresentou e continua apresentando mudanças. É nesse momento que a figura da mulher começa a participar mais ativamente do mercado de trabalho e começa também a mudar as estruturas do mercado e da família como conhecíamos. Primeiro, porque nesse momento as mulheres começaram a sair de casa para trabalhar, e isso ocasionou uma quebra da rigidez familiar que estava encrostada na sociedade. Depois, vieram os movimentos trabalhistas femininos e a busca pela igualdade de direitos, tanto na sociedade, quanto no trabalho. Pode parecer que as coisas terminaram por aí, mas há muito mais consequências para o manifesto da mulher no mercado de trabalho. Só para citar alguns, podemos dizer que os eletrodomésticos mais práticos e as comidas instantâneas são reflexos do fato de que a mulher não está mais em casa para cuidar dela.

Quando se trata de igualdade no trabalho perante o homem, ainda existe muita polêmica. Há quem diga que as mulheres não recebem as mesmas chances que os homens, nem os mesmos salários.

Mas o professor da FGV-EAESP, Luiz Carlos Cabrera, afirma, em texto próprio, que os maiores obstáculos à integração das mulheres no mercado é imposta pelas próprias mulheres, em dois níveis distintos. O primeiro deles é feito por mulheres que não trabalham, as amigas ou familiares que julgam e criticam a postura de mulheres que trabalham em detrimento da casa. Esse é o típico pensamento machista embutido por séculos na sociedade, mas que encontra seus principais apoiadores nas próprias mulheres.

O segundo vilão da mulher que trabalha é a convivência com outras mulheres da mesma empresa, mas de diferentes níveis hierárquicos. Mulheres tendem a conviver bem com superiores masculinos, mas esbarram um pouco no próprio orgulho ao ver outra mulher em cargo superior, e essa falta de empatia gera atritos ásperos. As mulheres precisam saber aceitar a posição dentro das empresas, pois, como já foi citado anteriormente, elas possuem o poder da mudança em suas mãos. E com isso, há pouco que os homens possam realmente fazer, afinal, o mundo é delas.

Fonte da imagem: Corbis Images

segunda-feira, 25 de março de 2013

Empresas ainda possuem poucas mulheres presidentes

 As mulheres estão se firmando cada vez mais no mercado de trabalho brasileiro, mas ainda existem muitas barreiras a serem vencidas, e a principal delas é superar a desconfiança do próprio mercado, principalmente quando se trata de cargos mais altos dentro das corporações.


 Das 64 empresas cujas ações compõe o índice Ibovespa, apenas 4 são presididas por mulheres. São elas: Graça Foster, da Petrobras, Anna Christina Ramos Saicali, da B2W (Americanas.com e Submarino), Dilma Pena, da Sabesp e Ana Maria Machado Fernandes, do grupo EDP (do setor de energia elétrica).

 "A maior parcela dos presidentes é proveniente do setor comercial das empresas, área em que há poucas mulheres. Elas costumam ir para administração ou marketing", diz a professora da Fundação Getulio Vargas, Denise Delboni. "A gravidez também afeta. Elas se afastam por um período, enquanto os homens continuam avançando”, completou Delboni. 

 Além dessa presença reduzida nos cargos gerenciais, as mulheres ainda precisam lidar com a disparidade de salários dentro da corporação. O setor de seguros é onde existe a maior divergência de valores, com os salários das mulheres podendo ser até 34% menores do que o dos homens num mesmo  cargo. Em seguida, vem o segmento do varejo, como segundo com maiores diferenças entre homens e mulheres.