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sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Consumindo no exterior
Mais de 1,4 milhão de brasileiros devem ir aos Estados Unidos em 2012. Entre os principais motivos que levam tantos turistas do Brasil ao exterior, o dólar é a maior razão. Por lá, a moeda está em um valor aceitável, e por aqui, a indústria sem competitividade e aspecto cultural de adquirir marcas estimula as pessoas a buscar coisas novas.
Os poucos investimentos na indústria nacional e o dólar em patamar bom para o brasileiro estão exportando consumidores, principalmente às cidades da Flórida. Esse destino já é bastante conhecido, mas o número de viagens e a frequência estão crescendo a cada ano. Juracy Parente, professor da FGV-EAESP, diz que o segmento de roupas, principalmente da classe média e alta, é o mais prejudicado. "Em algumas lojas da Flórida, mais da metade das compras são de brasileiros. O varejo americano não briga só pelo preço. Ele tem relacionamento intenso com a Ásia e é muito eficiente na construção de marcas de prestígio, o que chama atenção do consumidor", diz o professor.
O aspecto cultural brasileiro também apresenta destaque, já que trata-se de mostrar o status social em viagens ao exterior para fazer compras, Além disso, outros fatores têm colocado o Brasil em posição de destaque no cenário internacional, como a Copa do Mundo, que está valorizando o país como super potência econômica, colocando-o na mira das empresas. "Este movimento vai ajudar a manter as vendas no varejo. Entre as lojas que já estudam vir para cá, está a gigante no setor de brinquedos, Toys R Us", completa Parente.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Brasil ocupa o 30º lugar em Risco Soberano
A BlackRock, gestora de investimentos norte-americana, divulgou um relatório que coloca o Brasil no 30º lugar entre os 48 países analisados para o Índice de Risco Soberano. O país ficou praticamente estável na relação, mas considerando a situação do que o Brasil apresentava há 10 anos, quando ainda tinha problemas para honrar seus compromissos externos, a credibilidade na economia vem sendo consolidada.
De acordo com Celina Ramalho, professora da FGV-EAESP, o Brasil deixou de ser insolvente há 20 anos para ser credor do FMI nos dias atuais, mas ainda há espaço para reformas na política econômica e para fomentar a poupança para investimento, um outro caminho para o crescimento.
Mesmo com a melhora, o Brasil ainda ficou atrás de outras economias emergentes, como o Chile; em 9º, a Rússia; em 19º, e a Colômbia; em 28º. O ranking considera diversos fatores, como o poderio nas exportações, a força da indústria nacional, as reformas estruturais, o espaço fiscal, a posição em financiamento externo e a saúde no setor financeiro. O índice inclui também outras métricas baseadas na política fiscal e avanços no combate a corrupção.
Na lanterna da lista, estão os países europeus afundados em dívidas; a Grécia ocupa o último lugar (48°), e Portugal, o penúltimo (47°). Entre os primeiros colocados aparecem: Noruega, em 1°; Suíça, em 3°; Suécia, em 4°; e Finlândia, em 5°.
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