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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Conferências do Estoril contam com participação da FGV-EAESP


A terceira edição da Conferência do Estoril, em Portugal, irá debater os desafios da globalização em meio a uma das piores crises econômicas daquele país.

Marcado para acontecer entre os dias 30 de abril e 3 de maio de 2013, em Vila dos Cascais, próxima a Lisboa, o evento carrega o slogan “Desafios Regionais”.

Essas conferências são feitas no intervalo entre o Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre, no Brasil, e o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Esta edição do encontro contará com o apoio acadêmico da FGV-EAESP, que integra uma rede composta por universidades de alto nível do mundo todo, tal como a holandesa Erasmus e a americana Georgetown.

Alguns seminários já estão acontecendo por aqui, na sede da FGV-EAESP, para coletar informações e temas para serem discutidos no encontro português.

"Participar desse comitê fortalece o papel da fundação como um centro produtor de conhecimento para políticas públicas", diz Maria Tereza Fleury, diretora da FGV-EAESP.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Potencial para fundos aumentam com o crescimento da classe C


Desde a crise financeira de 2008, o número de cotistas que estão trabalhando com fundos de investimento aumentou em cerca de 2 milhões de novos investidores, somando um total de 7 milhões de cotistas e, com o aumento da renda dos brasileiros, esse montante deve crescer, já que a população está se preocupando em poupar mais.

Atualmente, os fundos constituem a principal forma de investimento dos brasileiros, superando US$ 2 trilhões de ativos sob gestão, reunindo mais de 400 gestoras e oito mil fundos, fazendo com que a indústria de fundos brasileira seja a quarta maior do mundo. Esse segmento representa 48,8% do PIB do país e apresenta um grande potencial para crescer ainda mais com a ascensão das classes D e E. "O fundo é o produto para a classe média investir, o investidor pessoa física não tem condições de analisar ações ou um papel de crédito privado", afirma Willian Eid, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas.

O intuito desse projeto é levar o conhecimento financeiro aos estudantes de nível superior e profissionais do mercado e a FGV-EAESP ainda estuda criar um projeto paralelo com alunos do ensino médio e fundamental. Segundo Eid, o investidor pessoa física ainda precisa ser alfabetizado quando o assunto é investimento, já que o brasileiro ainda olha muito para a questão da liquidez e curto prazo.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Fugindo da crise, europeus buscam oportunidades no Brasil


Com a falta de oportunidades no velho continente, muitas pessoas estão abandonando seus países em busca de trabalhos aqui no Brasil. Somente em 2011, o número de autorizações concedidas pelo governo federal para estrangeiros subiu 25%, com mais 70 mil novos vistos temporários.

A falta de mão de obra qualificada por aqui estimula a contratação de estrangeiros, e atualmente falta mais profissionais de nível técnico do que superior no Brasil. De acordo com o professor Fernando Zilveti da FGV-EAESP, no Brasil, vê-se universidades enormes sem cursos técnicos, enquanto na Europa, qualquer universidade que se visita, na mesma instituição tem curso técnico, tendo dois tipos de qualificação.

Mesmo com o interesse do Brasil em atrair estrangeiros qualificados, vir trabalhar no País não é tão simples assim. Engenheiros, por exemplo, classe que realmente está em falta no Brasil, não podem assinar projetos e, por isso, só podem exercer a função de consultores. Mesmo assim, para obtenção de um visto, é exigido um contrato de trabalho e apenas depois de quatro anos é expedido um visto permanente.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A interligação das economias globais


Desde a década passada, os países em desenvolvimento registraram um aumento na participação da produção global de 20% para 34%. No mesmo período, a União Europeia, Estados UnidosJapão vêm perdendo suas hegemonias no cenário econômico mundial, reduzindo sua participação de 171% para 57%.

Segundo Ernesto Lozardo, professor de economia da FGV–EAESP, essa transição do foco econômico ocorreu pelo fato de que a globalização dos mercados tem favorecido o crescimento econômico dos países emergentes. Há décadas, os países do Leste Asiático norteiam o processo de desenvolvimento nacional para a modernização da estrutura produtiva por meio da abertura econômica.

O professor fala ainda que, em 1978, a China representou 0,8% das exportações do mundo, enquanto em 2010, esse número já cresceu para 10,4%. No mesmo período, os demais países emergentes detinham 19% das exportações globais (em 1978) e passaram a exportar 42% do volume mundial em 2010. Enquanto a China enviou produtos de elevado conteúdo tecnológico a países desenvolvidos, os demais emergentes exportaram para a China e para o Leste Asiático, commodities de baixo valor agregado – fazendo com que a China se tornasse um formador de preços e os emergentes tomadores de preços internacionais.

Mesmo nesse cenário aparentemente novo, o circulo da dependência dos mercados continua, já que os gigantes asiáticos exportadores de tecnologia necessitam que os países de primeiro mundo continuem com a economia saudável para que continuem a comprar os produtos. Lozardo defende a ideia de que, caso a crise dos países desenvolvidos se agrave, a economia mundial crescerá menos do que 3% até o fim desta década. Neste mundo de relações globais, como o prolongamento da crise financeira, nenhum país sairá ileso e muitos naufragarão.