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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Participantes do GHG Protocol nacional emitem 107 milhões de toneladas de CO2



Revelação foi feita no encontro anual, no qual foi lançado o Registro Público de Emissões

Durante o evento do programa brasileiro The Greenhouse Gas Protocol (GHG Protocol) – promovido anualmente pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-EAESP (GVces) –, realizado em 10 de agosto, no Auditório Itaú da escola, foram exibidos os principais resultados do programa de 2010, do qual fizeram parte 77 empresas, sendo responsáveis por enviar seus inventários sobre emissões de gases de efeito estufa (GEE), utilizando metodologia específica. Juntas somaram no ano passado 107 milhões de toneladas de CO2 (emissões diretas). Estiveram reunidos na ocasião representantes nacionais e internacionais dos setores público e privado e especialistas em mudanças climáticas.
No encontro, o coordenador do GVces, Mário Prestes Monzoni, parabenizou todas as companhias participantes e disse que pertencer ao programa as deixam transparentes. Afirmou que o objetivo não é apontar os maiores e os menores emissores, já que ainda a ação está no início. “O importante é chamar mais empresas”, revelou. Entre as 77 organizações estão: Abril, Santander, Petrobras, Natura, Pepsico, Itaú e Vale. Há três anos, quando o programa foi lançado no Brasil, apenas 22 empresas faziam parte.

Além dos importantes dados divulgados no evento, houve ainda o lançamento do Registro Público de Emissões. Trata-se de um site que reúne diversas informações do programa e está à disposição de todos. Acesse www.registropublicodeemissoes.com.br.



“O Brasil está muito avançado devido ao Registro Público de Emissões. Nenhum outro país possui esta ferramenta”, disse o diretor do GHC Protocol Initiative, Pakaj Bhatia, que esteve na FGV-EAESP para participar do encontro.

O GHG Protocol foi desenvolvido pelo World Resources Institute (WRI), nos Estados Unidos, em 1998, e atualmente sua metodologia é a mais utilizada mundialmente para inventários de gases de efeito estufa, que especificam e quantificam os gases lançados na atmosfera, além de apontar outras informações. Clique aqui para saber mais sobre o programa brasileiro GHG Protocol e conheça todas as empresas participantes.


quinta-feira, 28 de julho de 2011

EUA expõem disputa resistente em incentivos a economia verde


Os Estados Unidos da América passa atualmente por um cenário delicado no que condiz aos incentivos de novas práticas de geração de energia e preservação ambiental. Tal impasse vem “tirando o sono” de vários ambientalistas americanos.

A preocupação convém com a discussão gerada diante da atitude de Obama em manter o investimento na área e cortar U$$ 3 trilhões do orçamento, sendo metade desse valor competente ao corte das isenções tributárias para as empresas produtoras de petróleo, etanol de milho e proprietários de jatos executivos - que tem uma das maiores emissões de carbono per capita. O restante origina da redução de investimentos na área da defesa e no aumento de impostos para os mais ricos. Assim, diante deste necessário corte de gastos e desta proposta de Obama, republicanos discordam e exigem cortes em outras áreas além da manutenção de impostos no mesmo patamar.

Contudo, para os EUA, cortar investimentos da “economia verde” não seria muito lógico uma vez que tal área já vem apresentando resultados positivos, inclusive no aumento de empregos para o País, sendo 2.7 milhões de empregos em empresas de caráter ambiental contra 2.4 milhões em empresas do segmento combustível fóssil.

Sobre tal situação, Mário Monzoni, coordenador do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-EAESP afirma: “É importante avaliar que a discussão em andamento nos EUA representa uma convergência entre economia verde, segurança energética e geopolítica” e conclui: “Não é verde pelo verde. O programa democrata surge como uma alternativa a dependência do petróleo e do Oriente Médio em um contexto de crise fiscal”. Vale lembrar que até 2025 os EUA tem que reduzir em um terço as importações de petróleo. Diante de todo esse impasse Obama conclui: “Em vez de subsidiar a energia de ontem vamos investir na de amanhã”.



Fonte: Info 4
Fonte da imagem: Blogspot