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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Dedução de IR em fundos


Você sabia que é possível deduzir as contribuições para o Imposto de Renda em fundos? Dentre as vantagens fiscais desse tipo de produto, está a possibilidade de abater as contribuições pagas para esses fundos de previdência do Imposto de Renda Pessoa Física. Para isso, é necessário que o contribuinte faça a declaração de modo completo.

O limite para essa dedução é de 12% do valor da renda bruta anual do contribuinte e, para fazer isso no abate dos valores pagos ao Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), é necessário que o contribuinte esteja também vinculado ao INSS, pois o modelo completo de declaração de ajuste anual exigirá informações desse órgão. É preciso lembrar que, no momento de sacar os recursos do PGBL, a tributação de IR cairá sobre os valores totais e não só sobre os rendimentos do fundo. Na verdade, o Governo não está abrindo mão do tributo, mas está postergando o seu pagamento - o chamado diferimento.

Mesmo com essas vantagens fiscais, o professor da FGV-EAESP, Samy Dana, diz que é preciso ter atenção com as taxas de administração e de carregamento dos fundos de previdência. "Os ganhos com as vantagens tributárias podem ser perdidos em razão dos valores pagos nas outras taxas. O interessante seria que a taxa de administração fosse de 0,5%, no máximo, ao ano, e a de carregamento fosse zerada, pois na maioria dos casos, em função do tempo de permanência, há esta possibilidade”, concluiu Dana.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Investimento em cardeneta ou em fundo DI?

Após o mês do leão, chega o momento de retomar os investimentos. No entanto, é necessário ficar atento às demandas e necessidades especiais do mercado financeiro, antes de qualquer passo.

O professor de Finanças Pessoais da FGV-EAESP, Fábio Gallo, esclarece as principais dúvidas que podem surgir durante esta época.

Segundo Gallo, os fundos de investimento em renda fixa tendem a ser uma opção cautelosa, uma vez que o corte na taxa Selic pode estar próximo dos 9% ao ano. O investidor deve estar atento principalmente às taxas administrativas cobradas na renda fixa, juntamente das incidências do Imposto de Renda.

Fábio ressalva que a caderneta de poupança tem rentabilidade de 0,5% ao mês, o que equivale a 6,17% durante todo o ano, mais a TR (taxa referencial de juros), além de não possuir cobranças de taxas do IR.

“Antes de qualquer investimento, é importante avaliar todas as informações, aplicar e calcular o rendimento líquido e compará-lo com o da cardeneta de poupanças”, sugere o professor.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Do castigo ao sucesso – o Imposto de Renda

Está aberta a temporada do leão. Chega o momento de todos os contribuintes comprovarem os seus gastos por meio do Imposto de Renda. É por meio desta certificação que o governo consegue checar o saldo da economia do país e conferir como anda o poder aquisitivo das classes.

A Receita Federal do Brasil (RFB) pode comemorar recordes de arrecadação. Segundo RFB, apenas no ano passado, a arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Física cresceu 19,47%, alcançando R$ 22 bilhões. O que foi um “plus” muito positivo para a economia.

O intuito da declaração não é perseguir os ricos e muito menos ser injusto com o faturamento das empresas. De acordo com o professor de Finanças da FGV-EAESP, Fernando Zilveti, “O IR foi imprescindível para a diminuição da distância entre ricos e pobres, e é um fenômeno mundial inexplorado pelos formuladores de política fiscal no Brasil.”

terça-feira, 20 de março de 2012

Fundo exclusivo - planejamento assegura rentabilidade

Não é novidade para a economia que o bom planejamento pode assegurar a rentabilidade do investimento. Na elaboração de um fundo exclusivo, o pagamento do Imposto de Renda acontece no momento do saque. No investimento “normal”, o tributo é cobrado semestralmente e o dinheiro que seria destinado ao IR na aplicação fica rendendo.

De acordo com professor de Finanças da FGV-EAESP, William Eid Júnior, é preciso ter um recurso bem alto para abrir um fundo exclusivo, algo em torno de R$ 10 ou R$ 20 bilhões. “Esta é uma maneira concreta de melhorar a rentabilidade”, completou.

Para abrir um fundo exclusivo, é necessário auxílio de um banco ou boutique financeira. Além do aporte alto, é necessário também definir a carteira do fundo. Apesar de ser criado pelo investidor, o fundo receberá a ajuda de um gestor, que ficará responsável por estudar a reputação do banco e de quem está montando a conta. Após a contratação, o investido define o regulamento da modalidade e as formas de investimentos.

Montar um fundo exclusivo para usufruir de vantagem fiscal é, portanto, vantajoso, desde que se estude bem o negócio. Outra possível maneira são os planos de previdência privada.